Ibovespa reduz fôlego com Petrobras; Minerva e MBRF recuam tendo China no radar

Publicado em 02/01/2026 11:17 e atualizado em 02/01/2026 12:08

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 2 Jan (Reuters) - O Ibovespa perdia o fôlego nesta sexta-feira, após encostar em 162 mil pontos, com Petrobras pressionada na esteira do declínio do petróleo no exterior, assim como Minerva e MBRF, após a China impor restrições a importações de carne bovina.

Por volta de 11h05, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,06%, a 161.034,25 pontos. Mais cedo, marcou 161.956,56 pontos. O volume financeiro somava R$2,1 bilhões.

No exterior, os futuros acionários norte-americanos avançavam, após um final de ano mais negativo em Wall Street, embora com desempenho robusto em 2025.

A bolsa paulista também teve uma performance sólida no ano passado, com o Ibovespa acumulando uma alta de quase 34% em 2025, que foi marcado pela quebra de recordes.

Estrategistas do BTG Pactual afirmaram esperar que as ações brasileiras tenham um bom desempenho no começo de 2026, apoiadas pela flexibilização dos ciclos monetários tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

"É verdade que devemos ver menos 'ventos favoráveis' vindo dos EUA, já que as taxas (de juros) devem permanecer estáveis no primeiro semestre de 2026, mas a redução das taxas no Brasil pode ser suficiente para continuar impulsionando os mercados locais", afirmaram Carlos Sequeira e equipe.

"Naturalmente, as próximas eleições e a política local devem trazer maior volatilidade aos mercados, especialmente no final do primeiro trimestre", acrescentaram em relatório com as recomendações para janeiro.

A partir de segunda-feira, o Ibovespa passa a ter uma nova composição, com entrada das ações da Copasa e saída dos papéis da CVC Brasil, conforme a terceira e última prévia divulgada em 23 de dezembro.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN recuava 0,88%, enfraquecida pela queda dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent cedia 0,89%. A estatal comunicou que iniciou a produção da sétima plataforma de petróleo e gás do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 0,57% e BRADESCO PN subia 0,88%, melhores desempenhos entre os bancos no Ibovespa. BANCO DO BRASIL ON cedia 0,05%, SANTANDER BRASIL UNIT mostrava acréscimo de 0,12% e BTG PACTUAL UNIT tinha variação negativa de 0,25%.

- VALE ON valorizava-se 0,13%, em pregão sem a referência dos futuros do minério de ferro na China, onde os mercados estão fechados por feriado.

- MINERVA ON caía 3,99% e MBRF ON perdia 4,35%, tendo como pano de fundo a decisão da China de impor uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que excederem os níveis de cota dos principais países fornecedores, incluindo Brasil.

- SLC AGRÍCOLA ON subia 2,55%, tendo como pano de fundo o anúncio do final de 2025 de que foram satisfeitas todas as condições e consumada a operação de associação com fundos administrados do BTG Pactual. Acionistas da SLC também aprovaram aumento de capital com bonificação de ações.

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(Por Paula Arend Laier)

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Fonte:
Reuters

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