Ações europeias perdem força enquanto operadores avaliam consequências da Venezuela e dados econômicos
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Por Niket Nishant e Pranav Kashyap
7 Jan (Reuters) - As ações europeias terminaram estáveis nesta quarta-feira, após uma série de fechamentos recordes, com investidores dando uma pausa para digerir os últimos acontecimentos entre os Estados Unidos e a Venezuela e analisando um novo conjunto de dados econômicos.
O índice pan-europeu STOXX 600 registrou variação negativa de 0,05%, a 604,99 pontos, um dia depois de registrar um fechamento recorde.
Embora os mercados tenham, em sua maioria, ignorado o recente aumento do risco geopolítico, investidores ficaram mais cautelosos depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA haviam fechado um acordo para importar US$2 bilhões de petróleo bruto venezuelano, um acordo que deverá aumentar a oferta.
Os preços do petróleo caíram com as falas. Em Londres, Shell e BP caíram mais de 3% cada, arrastando o setor de energia mais amplo para uma queda de 2,2%. [O/R]
"Estamos vendo, eu não diria necessariamente cautela, uma espécie de pausa no rali, conforme investidores continuam a avaliar os acontecimentos geopolíticos", disse Fiona Cincotta, analista sênior de mercado do City Index.
"Há um elemento de cautela sobre o que Trump pode fazer em seguida."
Operadores também analisaram um fluxo constante de lançamentos de dados econômicos. A inflação da zona do euro desacelerou para 2% no mês passado, encerrando um ano surpreendentemente calmo para os preços em todo o bloco, mesmo com investidores debatendo os efeitos defasados das tarifas dos EUA, as medidas de estímulo econômico da Alemanha e as novas tensões geopolíticas.
O dado de inflação mais brando elevou os setores do mercado sensíveis a juros. Os setores imobiliário e de construção estiveram entre os maiores impulsos do STOXX 600.
Um ambiente de juros mais baixos ajuda a reduzir os custos de empréstimos e facilita o financiamento para a compra de ativos.
O setor de bancos foi o principal fator de queda, com perda de 1,7%.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,74%, a 10.048,21 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,92%, a 25.122,26 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,04%, a 8.233,92 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,43%, a 45.558,68 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,29%, a 17.596,40 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,41%, a 8.479,08 pontos.
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