Açúcar inicia semana em baixa nas bolsas internacionais e firmeza do etanol no mercado interno
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Nesta segunda-feira (12), o mercado do açúcar opera em baixa nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato março/26 é negociado a 14,81 cents de dólar por libra-peso, redução de 0.54%. O vencimento maio é negociado a 14,45 cents (-0,69%) e o julho a 14,45 cents (-0,82%). Em Londres, a commodity acompanha o recuo, com o março/26 cotado a US$ 422,80 por tonelada, queda de 0,73%.
A pressão de baixa é uma continuidade do movimento iniciado na sexta-feira, impulsionado pela valorização da moeda norte-americana. No entanto, as perdas são limitadas pela expectativa de fluxo financeiro e o mercado aguarda as compras de contratos futuros relacionadas ao rebalanceamento anual dos índices de commodities. O Citigroup projeta que os índices BCOM e S&P GSCI (os dois maiores do setor) receberão fluxos de US$ 1,2 bilhão em contratos de açúcar na próxima semana, o que pode dar suporte às cotações.
No Brasil, a primeira semana de janeiro foi marcada por preços em queda. As cotações, que iniciaram o período em R$ 106,00/50kg, finalizaram em R$ 104,00/50kg. Segundo Maurício Muruci, consultor da Safras & Mercado, esse movimento reflete uma estratégia das usinas: a oferta atual concentra-se em açúcar de maior coloração (menor qualidade e valor agregado). O objetivo é preservar os estoques do açúcar de melhor qualidade (menor cor) para negociar ao longo da entressafra, que completou apenas seu primeiro mês.
Muruci destaca que, na semana anterior, o mercado internacional havia subido (indo de 14,50 para 15,00 cents) motivado pela valorização do real e pela previsão climática. “Os agentes internacionais se mostram mais ativos na ponta compradora diante do real mais forte e da expectativa de chuvas abaixo da média sobre as regiões produtoras de cana do Centro-Sul neste mês de janeiro”, explica.
Diferente do açúcar, o mercado físico de etanol registrou alta na primeira semana do ano. O hidratado, que iniciou o período a R$ 3,63/litro, fechou a R$ 3,65/litro. O cenário é de usinas firmes e "confortáveis" em suas pedidas, aproveitando o período de entressafra para sustentar valores mais elevados. No entanto, essa estratégia traz um efeito colateral no consumo: a perda de paridade.
“Os agentes observam a perda da competitividade do hidratado frente à gasolina em quase todos os estados brasileiros. Atualmente, o Mato Grosso do Sul é o único estado em que o biocombustível se encontra competitivo”, alerta Muruci. Mesmo assim, diante da entressafra que se aprofunda no Centro-Sul, as unidades produtoras não têm recuado nos preços.
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