Wall Street cai para nível mais baixo em quase três semanas com disputa sobre Groenlândia
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Por Sruthi Shankar e Pranav Kashyap
20 Jan (Reuters) - Os principais índices de Wall Street caíram para uma mínima de quase três semanas nesta terça-feira, com os investidores assustados com as novas ameaças de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Europa em meio a uma disputa sobre o controle da Groenlândia.
Os operadores dos EUA voltaram de um feriado para uma onda de risco já em andamento, levando o ouro a novos picos recordes, pressionando as ações para baixo em todo o mundo e deixando os Treasuries sob nova pressão de venda.
Trump disse no sábado que tarifas adicionais de importação de 10% entrarão em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido - todos já sujeitos a tarifas impostas pelos EUA.
As tarifas aumentarão para 25% em 1º de junho e continuarão até que se chegue a um acordo para que os EUA comprem a Groenlândia, escreveu Trump em um post no Truth Social. Os líderes da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, e da Dinamarca insistem que a ilha não está à venda.
O índice de Volatilidade CBOE, também conhecido como o medidor de medo de Wall Street, atingiu o patamar mais alto em dois meses, a 19,42 pontos.
O Dow Jones Industrial Average caía 1,23%, para 48.752,19 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 1,29%, a 6.850,39 pontos, e o Nasdaq Composite tinha queda de 1,56%, para 23.147,67 pontos.
Os investidores entram em uma semana repleta de dados que movimentam o mercado, como a atualização do PIB dos EUA do terceiro trimestre, as leituras do PMI de janeiro e o relatório do índice PCE, indicador de inflação preferido do Federal Reserve.
A temporada de balanços também está entrando em alta velocidade. Empresas como Intel e Netflix e vão divulgar seus resultados trimestrais nesta semana.
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