Tomate/Cepea: Mesmo com clima mais chuvoso, produtividade se sustenta pela tecnologia

Publicado em 22/01/2026 08:20

Nesta safra de verão 2025/26, o clima mais úmido e temperaturas elevadas têm elevado a incidência de doenças fúngicas e bacterianas em campo, além de qualidade inferior, com frutos manchados. Apesar disso, o maior investimento em tecnologia proporciona produtividades equivalentes e, em alguns casos, superiores às da temporada anterior, embora venha recuando no decorrer da safra, conforme os problemas se acentuam. Reserva (PR), por exemplo, iniciou a colheita em outubro/25 diante de maior volume de chuvas. A umidade elevada aumentou a quantidade de doenças fúngicas e bacterianas, como a Mancha de Stemphylium, cancro-bacteriano, murcha-bacteriana e murcha de Verticillium, condição que reduziu a potencial produtivo da planta e resultou em um maior número de tomates manchados, impossibilitando a comercialização. O pico de colheita da primeira parte da safra ocorreu entre a última semana de novembro e primeira semana de dezembro, e as colheitas em campo aberto foram finalizadas em dezembro, com produtividade média estimada em 250 cxs/mil plantas. Para janeiro e fevereiro, a oferta da região é majoritariamente de cultivo protegido, que representa, aproximadamente, 10% da área. A segunda parte da safra 2025/26 tem início previsto para o mês de março. Em Itapeva (SP), o clima úmido a partir de outubro favoreceu a incidência de doenças bacterianas como a pinta-bacteriana, cancro-bacteriano e necrose da medula em algumas áreas – a produtividade média estimada na região é de 400 a 450 cxs/mil plantas. Esta semana, colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea relataram que os produtores que realizaram os primeiros transplantios da safra já estão finalizando as colheitas, com um maior volume de tomates ponteiros. Em Venda Nova do Imigrante (ES), as chuvas mais recorrentes a partir de outubro aumentaram a presença de doenças, como a pinta e a mancha-bacteriana, reduzindo o potencial produtivo da planta. Mesmo com as adversidades, as produtividades apresentaram patamares entre 15% e 20% superior ao mesmo período do ano passado. Entre o final de dezembro e primeira semana de janeiro, a praça enfrentou temperaturas elevadas, o que fez com que o ritmo de maturação ficasse mais acelerado, aumentando a oferta na região neste período. Em Nova Friburgo (RJ), o volume de tomates colhidos esta semana (12 a 16/01) é baixo, uma vez que a maioria das lavouras que realizaram o “plantio do cedo” estão finalizando as colheitas. Além disso, colaboradores consultados relataram que as temperaturas elevadas na semana anterior resultaram em um maior descarte de tomates de menor firmeza e qualidade. Em Caxias do Sul (RS), produtores estimam que as áreas devem apresentar boa produtividade, porém, por conta do clima úmido, observa-se uma maior incidência de mancha e pinta-bacteriana, assim como cercosporiose, que ainda não causam danos significativos às produções. A perspectiva é de que o pico de colheita ocorra ao longo do mês de fevereiro. Em Caçador (SC) e Urubici (SC), chuvas são frequentes, porém com volumes controlados. Ademais, os frutos colhidos apresentam boa qualidade e as produções apresentam resultados positivos, com perspectiva de intensificação de colheitas em fevereiro. Nas regiões de cultivo anual, como Serra da Ibiapaba (CE/PI), Norte do Paraná (PR), Carmópolis de Minas (MG) e Chapada Diamantina (BA), o volume de tomates colhidos em campo é menor em comparação a dezembro.

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Fonte:
Cepea

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