Em meio ao aumento da oferta interna, milho acumula desvalorização de até 3,3%
![]()
A sexta-feira (23) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
O mercado internacional ganhou mais força após a divulgação dos números de vendas semanais para exportação dos Estados Unidos, divulgados nesta tarde pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
De acordo com o relatório, as vendas semanais totalizaram 4,010 milhões de toneladas, acima do intervalo esperado pelo mercado de 1,9 milhão a 3,1 milhões de toneladas.
O volume é uma máxima para a temporada e se configura como um dos melhores desempenhos semanais da história. "As únicas semanas que ficam atrás desta é a de 28 de janeiro de 1999, quando foram vendidas 7,4 milhões de toneladas, e a de 18 de março de 2021, com 4,4 milhões", relata a analista internacional Karen Braun.
Com este volume, o total de milho já vendido pelos EUA em todo ano comercial 2025/26 chega a 56,045,5 milhões de toneladas, bem acima do mesmo período do ano passado, quando as vendas eram de 41,93 milhões de toneladas. O USDA estima que as exportações de milho neste ano comercial somem 81,29 milhões de toneladas.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,30 com valorização de 6,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,38 com alta de 5,75 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,43 com elevação de 5,25 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,42 com ganho de 4,25 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira (22), de 1,53% para o março/26, de 1,33% para o maio/26, de 1,20% para o julho/26 e de 0,97% para o setembro/26.
No acumulado da semana, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 1,35% para o março/26, de 1,39% para o maio/26, de 1,31% para o julho/26 e de 1,32% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (16).
![]()
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) registraram movimentações negativas ao longo do pregão desta sexta-feira.
Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o mercado brasileiro passa por um momento de aumento na oferta e demanda mais controlada.
O analista destaca que, cerca de 14 milhões de toneladas de milho estão em estoque da temporada passada e a colheita da safra de verão já começou no Sul do Brasil, o que eleva essa pressão de oferta.
Por outro lado, os consumidores estão abastecidos e aguardando o segundo semestre para a chegada da segunda safra brasileira, que nos cálculos de Rafael deve representar algo entre 140 e 145 milhões de toneladas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também teve perdas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Ubiratã/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Porto de Santos/SP.
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 68,84 com desvalorização de 0,59%, o maio/26 valeu R$ 68,42 com perda de 0,48%, o julho/26 foi negociado por R$ 67,52 com baixa de 0,24% e o setembro/26 teve valor de R$ 67,82 com alta de 0,15%.
No acumulado semanal os contratos do cereal brasileiro registraram desvalorizações de 3,31% para o março/26, de 2,67% para o maio/26, de 2,07% para o julho/26 e de 0,57% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (26).
![]()
0 comentário
Em meio ao aumento da oferta interna, milho acumula desvalorização de até 3,3%
Estoques altos e nova oferta estão forçando quedas nos preços do milho no Brasil
Demanda segue forte e milho opera no campo positivo da Bolsa de Chicago nesta sexta-feira
Observatório da Cigarrinha-do-Milho será lançado em Uberaba na próxima terça-feira
Com grande oferta disponível no mercado, cotações do milho na B3 fecham em queda nesta quinta-feira
Novos sinais de demanda sustentam altas para o milho de Chicago nesta quinta-feira