Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
O Núcleo Genético Gênesis, da Agroceres PIC, no Paraná, foi habilitado pelo Servicio Agrícola y Ganadero (SAG), do Chile, para exportar suínos de reprodução. A habilitação é resultado de uma missão técnica presencial, realizada por auditores chilenos entre novembro e dezembro de 2025.
Durante a auditoria foram avaliados tanto o sistema oficial de defesa sanitária brasileiro quanto as condições específicas da unidade produtiva. O roteiro incluiu reuniões com autoridades federais e estaduais e inspeções detalhadas nas instalações e estrutura da Gênesis.
“O aval do Chile tem um peso relevante, porque reconhece o trabalho da equipe e valida a qualidade sanitária e genética dos nossos animais”, afirma Leone de Brito Silva, coordenador de Produção e Exportação da Agroceres PIC.
Segundo Leone, o Chile possui um dos sistemas sanitários mais rigorosos da América Latina, é altamente seletivo na importação de material genético e atua como referência técnica para outros mercados.
Sanidade como ativo estratégico
Para Nevton Hector Brun, gerente de Produção da Agroceres PIC, a abertura do mercado chileno é resultado direto do fortalecimento do sistema sanitário brasileiro. Segundo ele, o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação foi decisivo para a habilitação.
“Trata-se de uma conquista estratégica, que reflete o trabalho sério e consistente do serviço sanitário oficial”, afirma.
Na avaliação de Brun, a autorização concedida pelo Chile representa mais um passo na consolidação do Brasil como exportador de material genético de suínos. “A habilitação reforça o posicionamento do país como fornecedor de genética e amplia nossas possibilidades de atuação no mercado internacional”, completa.
Com a habilitação, a Agroceres PIC torna-se a primeira empresa brasileira de genética suína autorizada a exportar reprodutores vivos ao Chile. Embora o Brasil ainda não tenha realizado exportações para esse mercado, a certificação abre caminho para futuras operações, condicionadas à demanda e às negociações comerciais.
Hoje, a Agroceres PIC já exporta genética suína para países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Bolívia.
Fonte: Agromídia
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