Espanha e Portugal estão em alerta máximo e tempestades causam mais danos
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Por David Latona e Paolo Laudani
MADRI, 12 Fev (Reuters) - Grandes áreas de Espanha e Portugal estavam em alerta máximo na quinta-feira em meio a chuvas fortes e ventos intensos que atingiram a Península Ibérica, derrubando árvores, afetando o transporte e forçando o fechamento de escolas em algumas áreas.
Uma pessoa ficou em estado grave após ser atingida por uma árvore que caiu na região da Catalunha, na Espanha, durante as últimas tempestades que atingiram a região nas últimas semanas.
Parte da autoestrada A1 entre o norte e o sul de Portugal desabou na noite de quarta-feira perto da cidade medieval de Coimbra, após a ruptura de um dique.
Um alerta vermelho — o nível mais alto — foi decretado nas regiões do norte da Espanha de Galícia, Cantábria e País Basco após a chegada na quarta-feira de Nils, a oitava tempestade a atingir a Espanha este ano.
A agência meteorológica AEMET alertou para ondas de até nove metros de altura.
Autoridades da Catalunha suspenderam as aulas e os eventos esportivos e restringiram os serviços de saúde não essenciais, enquanto rajadas de vento de mais de 105 km por hora derrubaram árvores, interrompendo o tráfego rodoviário e ferroviário em toda a região.
Pelo menos cinco pessoas — incluindo a pessoa que ficou em estado grave após ser atingida por uma árvore — ficaram feridas devido aos ventos na Catalunha, disse Núria Parlon, chefe do departamento do interior da região, à estação de rádio RAC1.
Os serviços de proteção civil catalães enviaram um alerta de emergência móvel avisando a população para permanecer em casa e evitar viagens desnecessárias.
Pelo menos 40 voos com partida ou pouso no aeroporto El Prat de Barcelona foram cancelados, informaram fontes da operadora aeroportuária Aena à Reuters. O aeroporto permaneceu operacional, mas com restrições que poderiam causar mais atrasos e cancelamentos, disseram.
“RIO ATMOSFÉRICO” SOBRE PORTUGAL
Em Portugal, um fenômeno climático conhecido como “rio atmosférico” — um amplo corredor de vapor de água concentrado que transporta grandes quantidades de umidade dos trópicos — trouxe novas chuvas torrenciais, afetando mais fortemente o norte, onde as autoridades retiraram cerca de 3.000 residentes.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que a tempestade Oriana — uma depressão atlântica separada que se aproxima do norte da península — não afetaria diretamente Portugal continental, mas causaria chuvas fortes e ventos em grande parte do país na quinta e na sexta-feira.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou aos repórteres que a restauração do trecho afetado da rodovia A1 levaria semanas, pois os reparos precisariam esperar que as águas da enchente baixassem.
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