Açúcar dispara 3% em Londres sem referência de NY e retoma patamar de US$ 400
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Nesta segunda-feira (16), o mercado do açúcar opera sem a bolsa de Nova Iorque, fechada devido ao feriado do Dia do Presidente nos EUA, mas demonstra força no terminal europeu. Em Londres, a commodity recuperou o importante nível psicológico dos US$ 400 por tonelada e opera com fortes altas. O contrato com vencimento em março de 2026 é negociado a US$ 409,10, uma valorização expressiva de 3,02%. Os contratos mais longos acompanham o otimismo: agosto sobe para US$ 405,00 (+2,74%) e outubro para US$ 403,40 (+2,52%).
A reação em Londres é, em parte, técnica. Após a recente onda de vendas ter empurrado os preços para território de "sobrevenda" (oversold), o mercado ativou gatilhos automáticos de compra. Além disso, houve um movimento intenso de cobertura de posições vendidas por fundos, impulsionado pelo fato de sexta-feira ter sido o último dia de negociação para o contrato de açúcar branco ICE nº 5 de março.
Enquanto o mercado financeiro ajusta posições, a indústria física já traça estratégias para combater os preços baixos. A São Martinho, uma das maiores processadoras de cana do mundo, avalia que as cotações atuais (na casa dos 14 cents em NY) são insustentáveis e devem reagir ao longo da safra 2026/27 no Centro-Sul.
Em entrevista para a Reuters, Felipe Vicchiato, diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, explicou que a matemática atual favorece a produção de etanol. Com o biocombustível remunerando melhor, a tendência é de uma safra mais "alcooleira", o que reduzirá a oferta de açúcar e, consequentemente, forçará uma reação nos preços do adoçante.
"A gente entende que os preços devem reagir, e eles reagindo, a gente acelera (as vendas). Fazer o hedge agora com 14 centavos de dólar por libra-peso não tem muito sentido", afirmou o executivo à Reuters, indicando que a empresa freou as fixações para aguardar um melhor momento de mercado. A companhia também segue monitorando a safra da Índia como fiel da balança para o balanço global de oferta.
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