Brasil e México avançam na agenda estratégica de biocombustíveis e reforçam parceria energética
O Ministério de Minas e Energia (MME) recebeu, no dia 23 de fevereiro, delegação oficial do Governo do México para fortalecer a cooperação bilateral na produção e no uso de biocombustíveis. A agenda integra a implementação da Declaração de Intenções sobre Cooperação Bilateral em Produção e Uso de Biocombustíveis, firmada entre os dois países em agosto de 2025, que estabelece bases para o intercâmbio técnico, institucional e regulatório no setor. O encontro reforça a posição do Brasil como referência internacional em políticas públicas voltadas à transição energética e à expansão de combustíveis de baixo carbono.
A delegação mexicana foi chefiada pelo Subsecretário de Hidrocarbonetos da Secretaria de Energia do México, Juan José Vidal Amaro, e contou com a presença do Embaixador dos Estados Unidos Mexicanos no Brasil, Carlos Eugenio García de Alba Zepeda. A reunião foi conduzida pelo diretor do Departamento de Biocombustíveis (DBio), Marlon Arraes, e contou também com a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), evidenciando o caráter estratégico da cooperação no âmbito da política externa e energética brasileira.
Participaram ainda representantes de instituições públicas e do setor produtivo brasileiro, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Embrapa, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), além de entidades setoriais e da Petrobras. O formato ampliado permitiu diálogo técnico qualificado e troca de experiências sobre regulação, inovação e mercado.
Durante o encontro, foram apresentados o histórico e o arcabouço institucional das políticas públicas brasileiras para biocombustíveis, com destaque para a consolidação do etanol e do biodiesel na matriz energética nacional e para os avanços na agenda de combustíveis sustentáveis. A reunião também identificou frentes prioritárias para aprofundar a cooperação nos próximos meses, incluindo intercâmbio técnico entre equipes, compartilhamento de boas práticas regulatórias e desenvolvimento de soluções para ampliar a produção e o uso de biocombustíveis, em linha com os desafios globais de descarbonização.
Fonte: MME
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