Trigo fecha em forte alta na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (6) impulsionado por petróleo e tensão no Oriente Médio
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O mercado do trigo encerrou o pregão desta sexta-feira (6) em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento impulsionado principalmente pelo avanço expressivo do petróleo no cenário internacional e pelo aumento das incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.
No fechamento, o contrato março/26 encerrou cotado a US$ 5,81/bu, com alta de 154 pontos. O vencimento maio/26 fechou a US$ 6,11/bu, registrando avanço de 284 pontos. Já o contrato julho/26 terminou o dia a US$ 6,25/bu, com valorização de 332 pontos.
A valorização foi sustentada pelo aumento do prêmio de risco nos mercados globais de commodities após a escalada do conflito envolvendo o Irã. A tensão na região elevou os preços da energia e trouxe maior volatilidade para os mercados agrícolas. O petróleo chegou a superar a marca de US$ 90 por barril, refletindo preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global de energia.
O impacto da guerra sobre a energia também se conecta diretamente ao mercado de grãos. A elevação do petróleo tende a aumentar custos logísticos, fretes marítimos e insumos agrícolas, além de estimular fluxos de investimento para o complexo das commodities. Esse movimento ajuda a explicar a forte valorização dos contratos futuros do trigo ao longo do dia em Chicago.
Analistas também destacam que o conflito elevou as preocupações com a segurança do transporte marítimo em rotas estratégicas, especialmente no Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que ampliou a instabilidade nos mercados globais.
Além do fator geopolítico, o trigo também recebeu suporte do fluxo comprador observado entre fundos e investidores durante a sessão. Os contratos já vinham acumulando ganhos nas últimas sessões e continuaram liderando a alta entre os grãos em Chicago nesta sexta-feira.
Diante desse cenário, o mercado encerra a semana com forte valorização na CBOT, refletindo um ambiente de maior incerteza global e maior sensibilidade dos preços agrícolas aos movimentos do petróleo, da logística internacional e do risco geopolítico. Os agentes seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que podem continuar influenciando diretamente o comportamento das commodities nas próximas sessões.
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