Nova projeção da NOAA amplia para 62% probabilidade de El Niño entre junho e agosto deste ano
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A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 62% a probabilidade de ocorrência do El Niño no trimestre entre junho e agosto de 2026, conforme atualização divulgada nesta quinta-feira (12). No relatório anterior, publicado em fevereiro, o cenário de neutralidade no Oceano Pacífico ainda aparecia como o mais provável para esse período.
De acordo com os dados do Climate Prediction Center (CPC), órgão de monitoramento climático ligado à NOAA, as condições neutras seguem predominando no curto prazo. Entre março e maio a probabilidade de neutralidade supera 80%, indicando um período de transição após a fase recente de La Niña.
“Espera-se uma transição de La Niña para um padrão neutro de ENSO no próximo mês, com probabilidade de que o padrão neutro de ENSO permaneça entre maio e julho de 2026 (55%)”, escreveu a agência no novo relatório.
A partir do meio do ano, no entanto, as projeções indicam uma mudança mais clara no comportamento do Pacífico. As chances de desenvolvimento do El Niño passam a aumentar gradualmente e superam a neutralidade durante o inverno do Hemisfério Sul.
No relatório divulgado em fevereiro, a probabilidade do fenômeno para o trimestre entre junho e agosto era de cerca de 42%, enquanto a neutralidade ainda liderava com aproximadamente 56%. Na atualização mais recente, porém, o quadro se inverteu, com o El Niño passando a ser o cenário mais provável para o período.
“Embora as previsões dos modelos sejam relativamente menos precisas nesta época do ano, o aumento da probabilidade de El Niño é sustentado pela grande quantidade de calor no oceano subsuperficial e pelo enfraquecimento esperado dos ventos alísios de baixa altitude”, afirmou a NOAA.
As projeções também indicam que essa tendência de aquecimento deve ganhar força ao longo do segundo semestre. Entre agosto e outubro, por exemplo, a probabilidade do fenômeno já se aproxima de 80%, podendo ultrapassar esse patamar no final do ano.
“Caso o El Niño se forme, a intensidade potencial permanece muito incerta, com uma chance de 1 em 3 de que seja ‘forte’ durante o período de outubro a dezembro de 2026”, acrescentou o órgão climático dos Estados Unidos.
Segundo o Climate Prediction Center (CPC), ligado à National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a caracterização oficial dos fenômenos do Pacífico leva em conta mudanças na temperatura da superfície do mar e na circulação da atmosfera sobre o oceano.
No caso do El Niño, o fenômeno é considerado quando as águas do Pacífico equatorial ficam pelo menos 0,5 °C mais quentes que a média na região chamada Niño-3.4 por um período prolongado, além de apresentar sinais típicos de mudança na atmosfera.
Já o La Niña ocorre quando acontece o contrário: as águas ficam cerca de 0,5 °C mais frias que o normal na mesma área do oceano e também há uma resposta característica na circulação atmosférica. Esses fatores combinados confirmam oficialmente a presença de uma das fases do ENSO.
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