Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), concluiu nesta quinta-feira (12) uma série de ações de capacitação e articulação institucional para o enfrentamento da Influenza Aviária no extremo sul do Rio Grande do Sul.
Ao todo, 186 agentes das áreas de saúde e assistência social foram capacitados, além da realização de reuniões com gestores municipais nos municípios de Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí.
As ações tiveram início após a confirmação do primeiro foco da doença em aves silvestres na Reserva Ecológica do Taim, no final de fevereiro. Até o momento, 23 aves das espécies cisne-coscoroba e garça-moura foram recolhidas com diagnóstico positivo.
Segundo o diretor do DDA, Fernando Groff, o Serviço Veterinário Oficial do estado mantém atuação permanente na região para conter o avanço da enfermidade.
Capacitação e articulação com municípios reforçam prevenção
De acordo com a fiscal agropecuária Rosane Collares, as atividades incluíram reuniões presenciais nas três prefeituras e encontros com profissionais da rede de saúde e assistência social.
A iniciativa buscou apresentar informações atualizadas sobre a situação sanitária e alinhar estratégias de prevenção e controle da doença. A capacitação de agentes locais é considerada estratégica devido à ampla presença desses profissionais nas comunidades, o que facilita a disseminação de orientações sanitárias.
Além disso, foram realizados encontros com gestores das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, tanto de forma presencial quanto virtual.
Varredura sanitária inspeciona propriedades com aves
Entre as medidas adotadas está a realização de varreduras sanitárias em propriedades rurais com criação de aves localizadas em um raio de até 10 quilômetros do local do foco.
Ao todo, 93 propriedades com criação de aves de subsistência no entorno da reserva deverão ser inspecionadas. As equipes técnicas avaliam as condições sanitárias das criações e verificam a presença de possíveis sintomas da doença.
Também foram realizadas inspeções em granjas comerciais da regional de Pelotas e vistorias em criatórios de aves ornamentais em Santa Vitória do Palmar, com foco na verificação das medidas de biosseguridade.
Monitoramento envolve drones e embarcações
As ações de vigilância contam com atuação integrada do Serviço Veterinário Oficial do estado com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Os trabalhos incluem monitoramento de aves silvestres na Lagoa da Mangueira, área onde foi identificado o foco em cisnes-coscoroba. As equipes utilizam embarcações e drones para acompanhar a movimentação das aves e avaliar a situação sanitária na região.
As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), responsável pela confirmação ou descarte da presença do vírus.
Autoridades reforçam importância da notificação de suspeitas
A Seapi orienta produtores e população a comunicarem imediatamente qualquer suspeita da doença. Entre os principais sinais clínicos estão sintomas respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves.
A notificação rápida é considerada fundamental para a adoção de medidas de contenção e para a proteção da cadeia avícola do estado.
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