Trigo fecha em queda na CBOT nesta terça-feira e amplia pressão sobre o mercado global
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O mercado futuro do trigo encerrou o pregão desta terça-feira (17) em queda na Chicago Board of Trade (CBOT), dando sequência ao movimento negativo observado nas últimas sessões em meio à volatilidade do cenário internacional.
No fechamento, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,89/bu, com baixa de 7 pontos. O vencimento julho/26 encerrou a US$ 6,00/bu, também com queda de 7 pontos. Já o contrato setembro/26 fechou a US$ 6,13/bu, igualmente registrando recuo de 7 pontos no dia.
O desempenho negativo reflete principalmente ajustes técnicos após recentes oscilações do mercado, além da continuidade de um cenário global com percepção de oferta relativamente confortável. De acordo com análises recentes divulgadas por plataformas internacionais como a Barchart, o mercado segue operando com pressão vendedora em parte dos contratos, enquanto agentes ajustam posições diante das incertezas macroeconômicas e geopolíticas.
Outro fator que segue no radar é o comportamento das commodities energéticas. A volatilidade no petróleo tem influenciado o fluxo de investimentos no mercado de grãos, impactando diretamente o apetite dos fundos e contribuindo para movimentos mais intensos nas cotações do trigo.
Mercado físico e atenção no Brasil
No Brasil, o mercado de trigo segue com negociações pontuais e postura cautelosa entre os agentes. Segundo análise recente da Safras & Mercado, o ambiente é de liquidez limitada, com moinhos relativamente abastecidos no curto prazo e produtores atentos às oscilações externas e ao câmbio antes de avançarem com novas vendas.
Esse cenário reforça um descolamento momentâneo entre o mercado internacional e o físico doméstico, com os preços internos mostrando menor volatilidade, mas ainda sensíveis às movimentações externas.
Pontos de atenção para o produtor
Diante desse contexto, o produtor deve acompanhar de perto alguns fatores-chave:
➡ evolução das condições das lavouras no Hemisfério Norte
➡ competitividade entre exportadores como Rússia, União Europeia e Argentina
➡ movimentação dos fundos no mercado futuro
➡ variações no câmbio, que impactam diretamente a paridade de importação
A combinação desses elementos segue determinando o comportamento do trigo na bolsa de Chicago, que permanece em um ambiente de forte volatilidade e sensibilidade a novas informações.
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