Milho: Mercado fecha 5ª feira com estabilidade na Bolsa de Chicago e na B3
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A quinta-feira (26) foi de estabilidade para o mercado do milho tanto na Bolsa de Chicago, quanto na B3. Na CBOT, os futuros do cereal terminaram o dia em campo misto com pequenas oscilações nos contratos mais negociados, levando o maio a US$ 4,66 e o julho a US$ 4,77 por bushel.
O mercado registrou um dia de movimentações técnicas e alinhamento de posições antes da chegada do relatório que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final deste mês com as primeiras projeções oficiais de área para a safra 2026/27. Os ganhos do farelo de soja e do trigo - de mais de 1% neste último - deram algum suporte aos preços.
As expectativas indicam uma diminuição de área para o cereal no país e um aumento da soja o que, confirmando-se, poderia ser mais um fator de suporte para as cotações na CBOT.
Ainda nesta quinta-feira, os números de de vendas semanais fortes, dentro das projeções do mercado para as vendas semanais para exportação dos Estados Unidos, também reportadas pelo USDA. Na semana encerrada em 19 de março, as vendas semanais foram de 1,271,8 milhão de toneladas, dentro das projeções de 700 mil a 1,5 milhão de toneladas do mercado. O México foi o maior comprador. Em relação à semana anterior, o volume é 4% maior, mas 10% menor frente à media das últimas quatro semanas.
Com este volume, o país já chega a 68,875,4 milhões de toneladas de milho comprometidas com a exportação, bem acima do total do mesmo período do ano passado, de 53,06 milhões. As exportações norte-americanas do cereal, segundo o USDA, deverão somar 83,83 milhões de toneladas em todo ano comercial.
E paralelamente, o mercado do milho em Chicago ainda sente os bons efeitos, embora hoje de forma mais contida, da notícia de que a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) decidiu pelo aumento do mandatório do etanol nos EUA, o que significa mais demanda imediata pelo grão internamente. Na sessão anterior, a informação deu mais de 1% de alta para os futuros do cereal.
Apesar de todo este quadro de fundamentos, a crise no Oriente Médio ainda pauta muito do mercado de commodities, e não só as agrícolas. Nas últimas horas, o foco esteve sobre as informações divergentes e desencontradas de possíveis negociações e um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. As esperanças, porém, vão, perdendo força e no final da tarde desta quinta-feira os futuros do petróleo subiam quase 5%. O barril do brent já trabalhava de volta nos US$ 101,97.
ESTABILIDADE CONTINUA NA B3
Na B3, os preços do milho trabalharam durante todo o pregão caminhando de lado, sem grandes mudanças nos patamares de preços. As cotações permanecem acima dos R$ 70,00 por saca, com o mercado de olho no comportamento da safrinha - e as condições de clima em que se desenvolve - bem como ao comportamento da demanda, da liquidez dos negócios, e do dólar.
Do mesmo modo, a estabilidade em Chicago também contribuiu para a lateralização das cotações do grão no mercado futuro brasileiro.
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