Preços da soja sobem nos portos do BR e voltam a superar os R$ 130/sc com leves ganhos em Chicago e dólar em alta
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Os preços da soja encerraram a sessão desta quinta-feira (26) com leves altas na Bolsa de Chicago, em um movimento moderado de recuperação após oscilações tímidas ao longo de todo dia. Os principais contratos fecharam com ganhos próximos de 1,75 a 2 pontos, mantendo o mercado em campo positivo, ainda que sem força mais expressiva. Assim, o maio fechou o pregão valendo US$ 11,73 e o julho, US$ 11,89 por bushel.
O avanço, embora tímido, foi sustentado principalmente pelo comportamento dos derivados, com destaque para o óleo de soja, que registrou altas mais consistentes, enquanto o farelo também contribuiu para o suporte às cotações. Ainda assim, o mercado segue limitado por ajustes técnicos e pela cautela dos investidores diante de fundamentos mistos no cenário global.
No Brasil, o reflexo foi de preços firmes nos portos, com viés de alta em algumas praças. Em Paranaguá, por exemplo, a soja disponível girou em torno de R$ 130,00 a saca, enquanto posições futuras chegaram a R$ 132,00, mantendo patamares elevados no mercado físico.
"Ontem, tínhamos Paranaguá negociando na casa de R$ 129,50, R$ 130,00, hoje já melhorou um pouquinho, R$ 131,00, até R$ 132,50 com o pagamento maio, então podemos falar que tivemos uma alta de R$ 1,00, R$ 1,50. Nem todas as praças do interior tiveram a mesma movimentação, isso vai muito do interesse de compra de cada trading. E vemos que há um comportamento diferente de cada trading na medida da demanda que elas têm, então há uma variação importante nos preços no interior, com lugares em que algumas tradings pagam até R$ 3, R$ 4, R$ 5 a mais do que paga outra trading", explica o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro.
Esse movimento positivo nos portos brasileiros foi sustentado, além dos ligeiros ganhos em Chicago, também pela valorização do dólar frente ao real e pela manutenção de prêmios mais atrativos, sobretudo para embarques mais a frente. Os prêmios seguem estáveis, tendo melhorado nos últimos dias em função das baixas na CBOT, mas em níveis que ainda contribuem para a sustentação das cotações, especialmente para contratos de médio prazo, indicando uma demanda ativa pela soja brasileira no mercado internacional.
Acompanhe a análise completa de Cristiano Palavro no vídeo acima.
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