Café fecha 1º de abril com robusta em alta e arábica pressionado por projeções de safra maior no Brasil

Publicado em 01/04/2026 16:02 e atualizado em 01/04/2026 17:39
Mercado encerra misto com operadores atentos às estimativas da Conab e avaliações de consultorias sobre aumento da oferta em 2026

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O mercado futuro do café encerrou a sessão desta quarta-feira, 1º de abril de 2026, com comportamento misto nas bolsas internacionais. O arábica registrou leve pressão nos principais vencimentos, enquanto o robusta avançou, refletindo ajustes técnicos e a leitura de melhora no potencial produtivo brasileiro.

Na ICE Futures US, o contrato de arábica com vencimento em maio de 2026 fechou a 297,80 cents por libra peso, com queda de 0,55 pontos. O julho de 2026 encerrou a sessão a 291,25 cents, com leve alta de 0,45 pontos. Já o setembro de 2026 terminou o dia estável em 278,10 cents.

Em Londres, o robusta apresentou valorização. O contrato maio/26 fechou a 3.521 dólares por tonelada, com ganho de 28 pontos. O julho/26 avançou 23 pontos, encerrando a 3.428 dólares por tonelada, enquanto o setembro/26 subiu 18 pontos, fechando a 3.358 dólares por tonelada.

A pressão sobre o arábica ocorre em meio à melhora das perspectivas para a safra brasileira. Projeções citadas por analistas com base em estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento indicam aumento da produção brasileira de café em 2026, com recuperação após o ciclo de bienalidade negativa. Esse cenário amplia a expectativa de oferta global e limita movimentos mais fortes de alta nas cotações.

Consultorias como StoneX e Pine Agronegócios também avaliam que a safra brasileira 2026/27 tende a apresentar crescimento relevante, sustentada por condições climáticas mais favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras. Segundo essas análises, a maior disponibilidade esperada no Brasil passa a ser um fator de pressão para o arábica no curto prazo.

Ao mesmo tempo, o robusta encontrou suporte em ajustes técnicos e na dinâmica de curto prazo da oferta. Apesar da expectativa de entrada gradual da safra brasileira, o mercado ainda monitora o ritmo de comercialização e a disponibilidade imediata, fatores que sustentaram os ganhos do dia.

Levantamentos recentes também indicam que o arábica apresentou reação ao longo de março, enquanto o robusta teve desempenho mais pressionado no período, contribuindo para movimentos técnicos de recomposição de posições neste início de abril, conforme avaliações de analistas do setor cafeeiro.

Para o produtor rural, o fechamento misto reforça a necessidade de acompanhamento constante. A evolução da safra brasileira, o ritmo da colheita e as projeções de oferta seguem como principais direcionadores das cotações no curto prazo.

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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