Café recua no fechamento com dólar mais forte e pressão da safra brasileira
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O mercado do café encerrou esta quinta-feira (2), em queda nas principais bolsas internacionais, pressionado pelo fortalecimento do dólar e pela expectativa de uma safra maior no Brasil.
Na bolsa de Nova York, o café arábica fechou em baixa. O contrato maio/26 encerrou cotado a 295,40 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 2,40 pontos. O julho/26 caiu 185 pontos, a 289,40 centavos/lb, enquanto o setembro/26 perdeu 145 pontos, fechando a 276,65 centavos/lb. O dezembro/26 também recuou 185 pontos, cotado a 266,55 centavos/lb.
Em Londres, o café robusta registrou quedas mais intensas. O contrato maio/26 fechou a US$ 3.448 por tonelada, com baixa de 73 pontos. O julho/26 caiu 82 pontos, a US$ 3.346, enquanto o setembro/26 recuou 73 pontos, encerrando a US$ 3.285 por tonelada. O novembro/26 também registrou queda, de 76 pontos, a US$ 3.233.
O movimento negativo do dia esteve diretamente ligado ao avanço do dólar, fator que tende a estimular as exportações brasileiras e aumentar a pressão sobre os preços internacionais. Ao mesmo tempo, o mercado segue reagindo à perspectiva de uma safra mais volumosa no Brasil, o que reforça o cenário de maior oferta global.
De acordo com análises recentes de mercado, o desenvolvimento favorável das lavouras brasileiras vem fortalecendo essa expectativa de produção elevada, especialmente para o ciclo 2026/27, o que mantém o viés baixista nas bolsas.
Além disso, o comportamento recente das duas variedades segue distinto. Levantamentos de mercado mostram que o arábica acumulou ganhos ao longo de março, sustentado por oferta mais ajustada no curto prazo, enquanto o robusta apresentou queda no período, refletindo maior disponibilidade e a proximidade da colheita no Brasil.
Esse pano de fundo ajuda a explicar a maior pressão observada sobre o robusta nesta sessão, com perdas mais intensas em comparação ao arábica.
Para o produtor rural, o fechamento desta quinta-feira reforça um cenário de atenção. A combinação de dólar mais forte e expectativa de aumento da oferta mantém o mercado pressionado, especialmente neste momento de início de colheita do conilon e de aproximação da safra do arábica.
Em um ambiente de volatilidade e sem direção clara no curto prazo, o produtor segue diante de um mercado que exige estratégia, acompanhamento próximo das bolsas e atenção às oportunidades que surgem ao longo das oscilações.
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