Açúcar opera sem direção única nas bolsas; NY estável e Londres em leve alta

Publicado em 10/04/2026 10:29 e atualizado em 10/04/2026 11:51
Mercado acompanha ajustes técnicos após quedas recentes, enquanto avanço nas fixações no Centro-Sul altera dinâmica de preços

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O mercado do açúcar opera sem direção única nas principais bolsas internacionais nesta sexta-feira (10). Enquanto os preços seguem estáveis em Nova York, Londres registra leve alta nas cotações.
Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio é negociado a 13,92 cents de dólar por libra-peso, por volta das 9h, mantendo estabilidade após a queda de 31 pontos registrada na sessão anterior. O contrato de julho também recuou no último pregão, com baixa de sete pontos.

Já em Londres, o contrato de maio avança 19 pontos, cotado a US$ 415,50 por tonelada. O vencimento de agosto também apresenta alta, sendo negociado a US$ 417,00, com ganho de cinco pontos.

Nova York ainda pressionado pela maior oferta global e Londres reage a ajustes técnicos e fatores de curto prazo ligados ao fluxo físico e à logística.

As cotações de Nova Iorque seguem mais diretamente pressionadas pela oferta global, com destaque para o aumento da produção no Brasil e na Índia, além da decisão indiana de manter as exportações, o que amplia a disponibilidade do produto no mercado internacional. 

Safra do Centro-Sul

De acordo com análise da StoneX, a safra 2026/27 no Centro-Sul se inicia em uma condição mais equilibrada, após avanço relevante nas fixações de açúcar por parte dos produtores. Esse movimento reduz a pressão vendedora que vinha limitando altas mais expressivas nos preços internacionais.

Após registrar um atraso de até 20 pontos percentuais nas fixações em relação ao mesmo período do ciclo anterior, os produtores aproveitaram a janela de alta observada em março para acelerar as vendas. O volume fixado avançou de 41,8% para 59,5%, reduzindo a defasagem para cerca de 10 pontos percentuais frente aos 68,7% registrados no fim de março de 2025.

O cenário de preços mais firmes no mês passado foi impulsionado, em parte, pelo acirramento dos conflitos no Oriente Médio, que levou à redução de posições vendidas por agentes especulativos. Ao mesmo tempo, produtores ainda atrasados nas fixações aproveitaram a liquidez para avançar nas vendas.

Na prática, esse movimento limitou uma alta mais expressiva das cotações, já que a oferta adicional oriunda das fixações compensou parte da pressão compradora. Ainda assim, a recomposição do ritmo de vendas altera a dinâmica do mercado.
“O mercado passa a operar em uma condição mais equilibrada, com menor resistência do lado produtor a movimentos de alta”, afirmou a consultora em gerenciamento de riscos da StoneX, Nathalia Bruni.

Segundo a consultoria, a defasagem nas fixações vinha funcionando como um teto informal para os preços. Com a redução desse atraso, esse fator perde força e pode abrir espaço para movimentos mais sustentados de alta, caso surjam novos gatilhos no mercado.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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