Cotações do milho recuam na B3 em quinta-feira de realização de lucros, mas fundamentos ainda são positivos
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A quinta-feira (23) termina com os preços internacionais do milho contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, o milho atuou próximo da estabilidade buscando suporte na alta registrada pelos futuros do trigo, que foram impulsionados pela valorização do petróleo e preocupações com o clima em importantes produtores, especialmente na seca nos Estados Unidos.
Ainda nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório semanal de vendas para exportação, com vendas dentro das faixas esperadas pelo mercado. Os EUA venderam 1,316,7 milhão de toneladas de milho, com a maior parte sendo destinada à Coreia do Sul. O volume é 6% menor do que o da semana anterior e 3% em relação à média plurisemanal.
O vencimento maio/26 era cotado a US$ 4,55 com elevação de 1,25 ponto, o julho/26 valia US$ 4,63 com alta de 1 ponto, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,68 com valorização de 1,50 ponto e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,83 com ganho de 1,25 pontos. O intervalo esperado pelo mercado era de 1 milhão a 1,8 milhão de toneladas.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (22), de 0,28% para o maio/26, de 0,22% para o julho/26, de 0,32% para o setembro/26 e de 0,26% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) encerraram o pregão desta quinta-feira registrando movimentações negativas, devolvendo parte dos ganhos acumulados ontem.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o milho passou por um movimento de correções na B3, apesar do mercado seguir cauteloso com as preocupações climáticas do milho safrinha 2026.
“O milho segunda safra está em uma janela crítica para definição de produtividade. O excesso de chuva durante o plantio agora dá lugar a um ambiente restrito de umidade, marcado por bloqueio atmosférico nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, refletindo em baixas acumuladas de precipitações e temperaturas elevadas, o que pode resultar em queda no potencial produtivo”, detalha a consultoria.
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O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 67,83 com desvalorização de 1,62%, o julho/26 valeu R$ 69,01 com perda de 0,89%, o setembro/26 foi negociado por R$ 71,20 com baixa de 0,27% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,30 com queda de 0,54%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu pouco alterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização apenas em Sorriso/MT e desvalorização somente em Machado/MG.
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