Açúcar avança nas bolsas com suporte do petróleo em alta
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Os preços do açúcar seguem em alta nesta sexta-feira nas principais bolsas internacionais, sustentados pelo avanço do petróleo, que continua dando suporte ao setor sucroenergético.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato de maio registrava alta de 12 pontos, sendo negociado a 13,72 cents por libra-peso. O vencimento de julho também avançava, cotado a 13,99 cents por libra-peso, com elevação de 10 pontos.
Em Londres, o movimento positivo também prevalecia. O contrato de outubro subia 300 pontos, para US$ 428,00 por tonelada, enquanto o de dezembro avançava 310 pontos, sendo negociado a US$ 428,70 por tonelada.
Suporte do petróleo
O avanço recente do petróleo continua sendo o principal fator de sustentação do açúcar.
O barril do tipo Brent atingiu o maior valor em mais de duas semanas, chegando a US$ 106,08, com alta de 4,09%, no maior patamar desde o início de abril.
A relação é direta: com o petróleo mais caro, o etanol se torna mais competitivo frente aos combustíveis fósseis, incentivando as usinas a destinarem mais cana para a produção do biocombustível. Esse movimento reduz a oferta de açúcar no mercado internacional e tende a dar sustentação às cotações.
Mercado interno
No Brasil, no entanto, o cenário segue de pressão no mercado físico. A combinação de demanda mais fraca e expectativa de maior oferta, com o avanço da safra 2026/27, mantém em queda as cotações do açúcar cristal branco no mercado spot paulista.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores atuaram de forma mais cautelosa na última semana, à espera de novas desvalorizações diante da perspectiva de maior disponibilidade.
Do lado da oferta, o início da safra já começa a influenciar o mercado. Embora as usinas ainda estejam em fase inicial de produção, o avanço gradual da moagem reforça a percepção de aumento da oferta no curto prazo.
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