Safra de cana em Minas cresce 11,6% e etanol ganha protagonismo

Publicado em 05/05/2026 14:51 e atualizado em 05/05/2026 16:13
Com mudança no mix e avanço da produtividade, estado reforça posição estratégica na bioenergia.

A safra de cana-de-açúcar 2026/27 em Minas Gerais deve consolidar o estado como um dos principais polos da bioenergia no Brasil. De acordo com a SIAMIG Bioenergia, a produção está estimada em 83,3 milhões de toneladas, avanço de 11,6% em relação ao ciclo anterior. O crescimento vem acompanhado de uma mudança relevante no mix produtivo: a tendência para a nova safra é de maior direcionamento da cana para o etanol, reduzindo a participação do açúcar na produção total.

Segundo o presidente da entidade, Mário Campos, o setor deve intensificar esse movimento ao longo do ciclo.

“Na safra 2026/27, vamos observar uma tendência muito forte para o etanol. As usinas têm flexibilidade e devem direcionar mais cana para o biocombustível. No ano passado, cerca de 55% do mix foi destinado ao açúcar. Para este ano, a expectativa é de aproximadamente 51%, podendo ser até menor”, afirma.

Etanol avança com força

A produção de etanol deve apresentar crescimento expressivo na safra. A estimativa é de 3,34 milhões de metros cúbicos, alta de 24,2% na comparação anual.
O destaque fica para o etanol hidratado, cuja produção deve alcançar 2,23 milhões de metros cúbicos, avanço de 39,8% em relação ao ciclo anterior.

Esse movimento reflete o aumento da competitividade do biocombustível no mercado interno, especialmente em um cenário de combustíveis fósseis mais caros.

Mix mais flexível

Com a redução da participação do açúcar para cerca de 51% do mix, o setor reforça a estratégia de adaptação às condições de mercado.
‘No ano passado, cerca de 55% do mix foi destinado ao açúcar. Para este ano, a expectativa é de aproximadamente 51%, podendo ser até menor.”, completou Campos.

A definição final entre açúcar e etanol, no entanto, seguirá dependente de fatores como preços internacionais do açúcar, competitividade do etanol e políticas públicas voltadas ao biocombustível.
 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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