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Inmet divulga projeção climática para maio e aponta impactos no campo

Publicado em 05/05/2026 16:37 e atualizado em 05/05/2026 17:14
Segundo o Inmet, o padrão climático típico do outono deve favorecer a colheita em parte do país, mas traz preocupações para culturas dependentes de umidade regular

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A projeção do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio de 2026 indica um cenário de contrastes no Brasil, com distribuição irregular das chuvas e predomínio de temperaturas acima da média em grande parte do país. Conforme o mapa de anomalias de precipitação, há indicativo de volumes acima da média em áreas das regiões Norte e Nordeste, além do Rio Grande do Sul, enquanto partes do Centro-Oeste, Sudeste e do Sul — como Paraná e Santa Catarina — devem registrar chuvas abaixo do normal para o período.

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No Centro-Oeste, onde predominam chuvas próximas à média com áreas abaixo do normal, especialmente no sul de Mato Grosso do Sul, associadas a temperaturas mais elevadas, o Inmet aponta tendência de redução da umidade do solo ao longo do mês. De acordo com o instituto, esse cenário pode resultar em déficit hídrico e impactar o desenvolvimento do algodão, além de reduzir o vigor das pastagens. Já em áreas do norte de Mato Grosso, onde há indicativo de chuvas acima da média, o excesso de umidade pode dificultar a colheita de arroz, conforme a projeção do Inmet para o mês de maio.

No Sudeste, a combinação de chuvas entre próximas e abaixo da média com temperaturas elevadas deve, segundo o Inmet, aumentar a evapotranspiração e reduzir a disponibilidade hídrica no solo. Conforme avalia o instituto, esse cenário pode limitar o desenvolvimento das lavouras de segunda safra e afetar culturas como café e citros, especialmente em áreas de sequeiro. Por outro lado, ainda de acordo com o Inmet, o tempo mais seco tende a favorecer as operações de colheita e manejo no campo.

Na Região Sul, o padrão é mais contrastante. O Inmet indica chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, o que, conforme o instituto, pode favorecer a disponibilidade hídrica para a semeadura das culturas de inverno, embora também haja risco de excesso de umidade e dificuldades operacionais. Já no Paraná e em áreas de Santa Catarina, onde a projeção aponta chuvas abaixo do normal, o Inmet avalia que a condição pode comprometer a implantação das lavouras de inverno e afetar o milho segunda safra ainda em desenvolvimento. As temperaturas, em geral próximas da média, com áreas pontuais abaixo no sul gaúcho, também influenciam esse cenário, segundo o instituto.

No Nordeste, a projeção do Inmet para o mês de maio indica chuvas dentro ou acima da média na maior parte da região, com destaque para volumes mais elevados na faixa litorânea entre Alagoas e Sergipe. Associadas a temperaturas acima da média, essas condições tendem a garantir boa disponibilidade hídrica para lavouras em desenvolvimento. Conforme o Inmet, esse cenário favorece culturas como milho e algodão em fases reprodutivas, embora a combinação de umidade e calor também possa elevar a pressão de doenças e dificultar o manejo.

Por fim, no Norte, onde o mapa de anomalias indica volumes de chuva próximos ou acima da média em grande parte da região, o Inmet aponta que a manutenção da umidade do solo, combinada às temperaturas elevadas, tende a favorecer o desenvolvimento de culturas como o milho segunda safra e as pastagens. Por outro lado, conforme destaca o instituto, a persistência de umidade e calor pode aumentar o risco de doenças em culturas como cacau e banana, além de dificultar operações de campo.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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