Açúcar amplia perdas nas bolsas internacionais com queda do petróleo

Publicado em 07/05/2026 12:16
Em Nova York, os contratos futuros registravam perdas próximas de 2,7%. Pressão sobre o petróleo reduz competitividade do etanol e aumenta expectativa de maior produção de açúcar pelas usinas.

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Os preços do açúcar seguem em queda nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (7), pressionados principalmente pelo recuo do petróleo e pela perspectiva de ampla oferta global da commodity.

Em Nova York, por volta das 11h55, os contratos futuros registravam perdas próximas de 2,7%. O vencimento julho recuava 38 pontos, negociado a 14,43 cents de dólar por libra-peso. Já o contrato outubro caía 40 pontos, cotado a 14,90 cents por libra-peso.

Na bolsa de Londres, o movimento também era de forte desvalorização. O contrato agosto recuava 8,60 dólares, sendo negociado a US$ 428,60 por tonelada. O vencimento outubro perdia US$ 8,30, cotado a US$ 428,80 por tonelada.

Petróleo pressiona mercado do açúcar

A pressão sobre o mercado do açúcar acompanha as fortes oscilações registradas no petróleo nesta quinta-feira. O movimento ocorre diante do otimismo dos investidores em relação à possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Por volta das 8h35 (horário de Brasília), o contrato futuro do petróleo WTI recuava 3,58%, negociado a US$ 91,68 por barril.

No mesmo horário, o petróleo Brent caía 3,02%, cotado a US$ 98,21 por barril, permanecendo abaixo da marca dos US$ 100.

Com a queda do petróleo, diminui a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, reduzindo os incentivos para que as usinas direcionem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível. Como consequência, o mercado passa a precificar um possível aumento da oferta de açúcar.

Mercado segue pressionado pela oferta 

Além da influência do petróleo, o mercado internacional do açúcar também continua pressionado pelas expectativas de oferta global mais ampla e por sinais de demanda enfraquecida.

O cenário reforça o viés baixista das cotações nas bolsas internacionais, especialmente diante da perspectiva de maior disponibilidade da commodity ao longo da safra.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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