Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
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Os preços do café encerraram o pregão desta sexta-feira (8) com comportamento misto nas bolsas internacionais. O mercado operou volátil ao longo do dia, acompanhando o avanço da colheita no Brasil, ajustes técnicos e as previsões climáticas para áreas produtoras do país.
Na bolsa de Nova York, o café arábica fechou com altas na maior parte dos contratos. O vencimento maio/26 encerrou cotado a 289,70 cents por libra-peso, com baixa de 135 pontos. O julho/26 fechou a 274,80 cents/lbp, com alta de 155 pontos. O setembro/26 terminou cotado a 267,15 cents/lbp, avanço de 200 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 260,60 cents/lbp, com valorização de 175 pontos.
Já o robusta negociado em Londres terminou a sessão em queda. O contrato maio/26 fechou cotado a US$ 3.644 por tonelada, com recuo de 18 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 3.414 por tonelada, também com baixa de 18 pontos. O setembro/26 terminou cotado a US$ 3.302 por tonelada, queda de 19 pontos, enquanto o novembro/26 fechou a US$ 3.216 por tonelada, com desvalorização de 20 pontos.
O mercado seguiu atento ao avanço da safra brasileira, principalmente do conilon, fator que continua pressionando os preços do robusta. Ao mesmo tempo, operadores acompanharam as previsões climáticas para o Sul do Brasil, diante da chegada de uma massa de ar frio de origem polar nos próximos dias.
Segundo Amanda Balbino, agrometeorologista da Ampere Consultoria, a primeira onda de frio mais intensa deste outono deve provocar queda acentuada das temperaturas entre domingo e segunda-feira (11), elevando o risco de geadas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná.
O acompanhamento das temperaturas ganha importância especialmente após os episódios climáticos registrados nos últimos anos, que impactaram áreas produtoras e contribuíram para períodos de forte volatilidade nas cotações. A expectativa é de que o frio perca intensidade a partir de terça-feira, com gradual elevação das temperaturas mínimas. Ainda assim, o clima continua no radar dos investidores, junto com o ritmo da colheita e as perspectivas para a oferta brasileira de café nas próximas semanas.
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