Café monitora frio no Brasil e avanço da safra
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O mercado do café iniciou a segunda-feira (11) em ritmo cauteloso nas bolsas internacionais, com operadores acompanhando principalmente as condições climáticas no Brasil e a perspectiva de uma safra brasileira mais robusta em 2026/27. O avanço da colheita do conilon e a expectativa de maior oferta seguem limitando movimentos mais fortes de alta.
Por volta das 9h30, horário de Brasília, o café arábica operava com leves oscilações na ICE Futures US. O contrato maio/26 subia 390 pontos, negociado a 293,60 cents/lbp. Já o julho/26 recuava 75 pontos, cotado a 274,05 cents/lbp. O setembro/26 tinha baixa de 45 pontos, valendo 266,70 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdia 55 pontos, negociado a 260,05 cents/lbp.
Em Londres, o robusta apresentava comportamento misto. O maio/26 caía 18 pontos, negociado a US$ 3.644 por tonelada. O julho/26 subia 12 pontos, cotado a US$ 3.426 por tonelada. O setembro/26 recuava 2 pontos, valendo US$ 3.300 por tonelada, enquanto o novembro/26 tinha leve baixa de 1 ponto, negociado a US$ 3.215 por tonelada.
O mercado internacional continua sensível às projeções para a safra brasileira 2026/27. Segundo análise de Marcelo Fraga Moreira, da Archer Consulting, a percepção predominante entre operadores é de uma produção brasileira acima de 70 milhões de sacas, podendo alcançar perto de 74 milhões de sacas, cenário que elevaria significativamente o potencial exportador do Brasil no próximo ciclo.
Ainda segundo o analista, caso esse volume se confirme, o mercado global voltaria a trabalhar com superávit de oferta e recomposição da relação estoque/consumo mundial, o que mantém pressão sobre os preços futuros do café. Marcelo Fraga destaca ainda que, neste momento, o principal fator climático monitorado pelo mercado não é mais o El Niño, mas sim a chegada do inverno brasileiro e o risco de geadas durante os próximos meses.
As previsões meteorológicas seguem indicando queda das temperaturas em parte do cinturão cafeeiro nesta semana, especialmente em áreas do Sul e Sudeste do Brasil.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha o avanço da colheita do conilon no Espírito Santo e em Rondônia, além do início gradual dos trabalhos no arábica. A expectativa de maior entrada de café no mercado físico brasileiro continua deixando compradores mais confortáveis nas negociações.
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