Café dispara nas bolsas com dólar, clima e oferta brasileira no radar

Publicado em 13/05/2026 10:37
Arábica sobe mais de 2% em Nova Iorque e robusta avança quase 3% em Londres nesta manhã de quarta-feira

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O mercado do café iniciou a quarta-feira (13) com forte valorização nas bolsas internacionais, em meio à continuidade das preocupações com o clima no Brasil, baixa disponibilidade física e oscilações no mercado cambial.

Por volta das 9h30, horário de Brasília, o café arábica avançava na ICE Futures US. O contrato julho/26 subia 570 pontos, negociado a 285,85 cents/lbp. O setembro/26 avançava 540 pontos, cotado a 278,20 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava alta de 540 pontos, valendo 271,70 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também operava em forte alta. O julho/26 subia 102 pontos, negociado a US$ 3.584 por tonelada. O setembro/26 avançava 91 pontos, cotado a US$ 3.454 por tonelada, enquanto o novembro/26 tinha alta de 90 pontos, valendo US$ 3.378 por tonelada.

O mercado volta a reagir às preocupações com a oferta disponível no curto prazo, principalmente no Brasil. Apesar do avanço da colheita do conilon, produtores seguem cautelosos nas negociações e o volume de café ofertado continua abaixo do esperado por exportadores e compradores.

As condições climáticas seguem no centro das atenções. Áreas produtoras do Sudeste continuam recebendo chuvas irregulares nesta semana, principalmente entre sul de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Operadores também acompanham a chegada de novas frentes frias nos próximos dias, embora não haja previsão de geadas neste momento.

Outro fator que segue movimentando o mercado é o dólar. A moeda norte-americana opera próxima da estabilidade nesta quarta-feira, acompanhando o cenário externo e as movimentações políticas e econômicas globais. O comportamento do câmbio continua sendo decisivo para a formação dos preços internos do café e para o ritmo das exportações brasileiras.

Analistas seguem destacando que o mercado permanece extremamente volátil, sustentado pelos baixos estoques globais certificados, incertezas sobre a oferta disponível e forte atuação dos fundos nas bolsas internacionais.
 

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Por:
Priscila Alves I intsgram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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