Açúcar cai até 43 pontos nas bolsas após sequência de altas no mercado internacional

Publicado em 14/05/2026 11:07
Mercado corrige parte dos ganhos recentes enquanto investidores monitoram petróleo, oferta global e avanço da safra brasileira.

As cotações do açúcar voltaram a cair nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (14), após a forte sequência de altas registrada nos últimos dias. O movimento de realização de lucros ocorreu em meio à volatilidade do petróleo e à percepção de que parte das preocupações com a oferta global.

Em Nova Iorque, o contrato julho do açúcar bruto recuava 43 pontos por volta das 11h (horário de Brasília), negociado a 14,95 cents de dólar por libra-peso. O vencimento outubro caía 40 pontos, cotado a 15,44 cents por libra-peso.

Na bolsa de Londres, o contrato agosto do açúcar branco registrava queda de 1.280 pontos, negociado a US$ 442,60 por tonelada. Já o contrato outubro recuava 1.230 pontos, cotado a US$ 441,10 por tonelada.

Mercado corrige após altas recentes

A queda ocorre depois de o açúcar atingir nesta semana os maiores níveis em cerca de uma semana, sustentado pelas preocupações com um possível déficit global na safra 2026/27.

Nos últimos pregões, o mercado encontrou suporte após a StoneX projetar déficit global de aproximadamente 550 mil toneladas de açúcar no próximo ciclo, revertendo os superávits observados nas últimas temporadas.

Além disso, preocupações climáticas envolvendo um possível fortalecimento do fenômeno El Niño e a perspectiva de maior direcionamento da cana para a produção de etanol vinham sustentando as cotações.

Nesta quinta-feira, porém, investidores aproveitaram o movimento de valorização recente para realizar lucros, pressionando os contratos futuros.

Petróleo segue no radar do açúcar

O mercado também acompanhou a volatilidade do petróleo, que continua influenciando diretamente o setor sucroenergético.

As cotações da energia seguem sensíveis às negociações envolvendo o Oriente Médio, especialmente diante das incertezas sobre um possível acordo de paz na região. Ao mesmo tempo, investidores passaram a monitorar sinais de melhora nas relações comerciais entre

Estados Unidos e China após novas sinalizações diplomáticas envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump.

Quando o petróleo sobe fortemente, aumenta a competitividade do etanol frente à gasolina, favorecendo o direcionamento maior da cana para biocombustíveis e reduzindo potencialmente a oferta de açúcar. Já movimentos de acomodação do petróleo tendem a aliviar esse suporte.

Oferta global segue como principal suporte estrutural

O mercado continua atento ao cenário global de oferta.

A StoneX segue projetando déficit de aproximadamente 550 mil toneladas no balanço mundial de açúcar da safra 2026/27.

Segundo Marcelo Di Bonifácio Filho, analista de inteligência de mercado da consultoria, o aperto na oferta ocorre mesmo diante da expectativa de crescimento da produção brasileira, em função das perdas em outras origens relevantes.

O mercado também monitora os impactos climáticos sobre Índia e Tailândia, além da redução da área plantada na Europa, fatores que continuam dando sustentação estrutural aos preços internacionais.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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