Café reage após baixas recentes e fecha com altas de até 2,25% em NY

Publicado em 19/05/2026 16:11
Ainda assim, preços seguem pressionados pela expectativa de safra brasileira elevada

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Depois de baixas expressivas e de atingir as mínimas de 1 ano e meio nos contratos futuros mais próximos em Nova York, os preços do café fecharam em alta nesta terça-feira (19) nas bolsas internacionais.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento julho/26 avançou 5,95 pontos (+2,25%), fechando a 270,15 cents/lbp. O setembro/26 subiu 5,40 pontos (+2,10%), para 262,15 cents/lbp. O dezembro/26 registrou alta de 4,85 pontos (+1,94%), encerrando a 254,65 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou 4,75 pontos (+1,92%), cotado a 252,35 cents/lbp.

Em Londres, os contratos do café robusta também fecharam no campo positivo. O julho/26 subiu 39 pontos (+1,18%), encerrando a sessão a US$ 3.345/tonelada. O setembro/26 avançou 33 pontos (+1,04%), para US$ 3.208/tonelada. O novembro/26 registrou ganho de 36 pontos (+1,16%), cotado a US$ 3.136/tonelada, enquanto o maio/26 teve alta de 7 pontos (+0,20%), fechando a US$ 3.517/tonelada.

As cotações chegaram a operar em queda no início do dia, mas inverteram o movimento ao longo da sessão. Conforme o que apontou o Barchart, a recuperação ocorreu após a pressão negativa recente levar o mercado a níveis considerados de sobrevenda, estimulando compras técnicas e cobertura de posições vendidas por fundos.

Outro fator acompanhado pelo mercado é o comportamento dos estoques monitorados pela ICE, que vêm apresentando tendência de queda nos últimos dois meses. Os estoques de café robusta recuaram para a mínima de dois anos, atingindo 3.631 lotes na última sexta-feira. Já os estoques de café arábica caíram para o menor nível em 2,75 meses, somando 458.735 sacas nesta terça-feira.

Apesar da recuperação observada na sessão, as cotações seguem pressionadas. Na última segunda-feira (18), a corretora ADM avaliou que o mercado segue atento ao avanço da safra brasileira de café arábica, cuja colheita está apenas começando. A expectativa de uma produção robusta no Brasil mantém um viés negativo para os preços.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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