Milho registra mais um pregão de baixas em Chicago nesta 5ª feira; B3 com leve alta

Publicado em 21/05/2026 15:59 e atualizado em 21/05/2026 17:25
Recuo intenso do trigo e do petróleo pesam sobre o cereal

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O mercado do milho registro mais uma sessão de baixas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (21). Os futuros do cereal recuaram entre 3 e 3,75 pontos, levando o julho a US$ 4,62 e o dezembro a US$ 4,85 por bushel. Mais uma vez, a pressão veio dos fundamentos combinados com a geopolítica, além da contribuição de perdas no trigo que foram de quase 2% por mais um pregão. 

As notícias da mídia estatal iraniana reportadas na tarde desta quinta dão conta de que Irã e Estados Unidos estariam próximos de uma "versão final do acordo", com importante mediação realizada pelo Paquistão, pressionaram o petróleo, que perde mais de 1% tanto no brent, quanto no WTI, e o movimento voltou a pressionar as commodities agrícolas. Além do milho e do trigo, a soja também fechou o dia no vermelho na CBOT, bem como o farelo e o óleo. 

"O mercado segue em queda em meio ao sentimento positivo global em torno de um acordo de paz no Irã e consequente reabertura do estreito de Ormuz. A ausência de novas notícias tem sido interpretada como fator positivo, levando as principais bolsas do mundo a uma alta e pressionando o petróleo e as commodities agrícolas", afirma o time de análises do Grupo Labhoro. 

A consultoria também afirma que "a proximidade com um final de semana estendido nos EUA também tem afetado o fluxo de ordens em Chicago, uma vez que a bolsa estará fechada na segunda-feira devido ao feriado de Memorial Day". 

O mercado também foi pressionado, nesta quinta, pela notícia de que o IGC (Conselho Internacional de Grãos) elevou ligeiramente suas projeções para a produção global de grãos, com maior safra sendo esperada para Argentina e também para a África do Sul. 

O que ajudou a limitar as baixas para o cereal em Chicago foram as vendas semanais para exportação fortes que vieram reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), acima de dois milhões de toneladas, 210% a mais do que o volume da semana anterior.

"O programa americano de exportação segue pujante e os compromissos totais da temporada já passam de 70 milhões de toneladas", afirmou a Agrinvest Commodities.  

B3 TEM LEVES GANHOS

Na B3, a quinta-feira (21) foi de leves ganhos entre os futuros do cereal. O mercado segue de olho no desenvolvimento do clima e, naturalmente, nas condições do clima nas principais regiões produtoras do país. Há ainda muita incerteza sobre o potencial produtivo das lavouras e, consequentemente, do tamanho real da segunda safra. 

"Nesta semana, chuvas voltaram a ocorrer em importantes áreas produtoras, especialmente em Goiás, mas os volumes ainda são irregulares e com abrangência limitada. O cenário de demanda aquecida pelas usinas de etanol e possível redução na oferta do milho segunda safra tem levado a perspectiva de queda no volumes das exportações", afirma a Agrinvest Commodities. 

E assim, apesar de uma nova queda do dólar nesta sessão, os preços do milho subiram de 0,2% a 0,7% entre as posições mais negociadas na B3, com os vencimentos mais longos ainda mais valorizados do que os mais próximos. O julho terminou o dia com R$ 67,25 e o janeiro/27 com R$ 74,83 por saca. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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