Criadores alemães avaliam positivamente criadouros de dois níveis, mas apontam desafios operacionais
Uma pesquisa realizada na Alemanha indica que a maioria dos produtores de suínos que adotaram baias de dois níveis se declara satisfeita e instalaria o sistema novamente. O levantamento integrou um estudo do Instituto Federal de Pesquisa em Saúde Animal da Alemanha, o Instituto Friedrich-Loeffler (FLI), que investigou o efeito das plataformas elevadas na saúde, no comportamento e nas condições de manejo dos animais, questões ainda não totalmente esclarecidas e que motivaram a investigação, conforme noticiado pela revista Top Agrar.
Os cientistas concentraram o trabalho em seis granjas de recria e três de engorda, avaliando até cinco baias por estabelecimento, com lotes variando de 16 a 35 suínos em recria e de 49 a 160 suínos em terminação. As plataformas em currais de criação cobriram entre 25% e 45% da área do piso, criando uma espécie de “teto” para essa porção; nas instalações de engorda, a cobertura variou de 15% a 40% da área ao nível do solo. Mais da metade dos produtores forneceu materiais de enriquecimento, como brinquedos ou palha, nas plataformas elevadas.
Em observação pontual, em média 15,2% dos suínos em recria e 2,2% dos suínos em terminação permaneceram nas plataformas. A avaliação do nível de sujidade mostrou que, nos currais de criação, a plataforma estava suja em média 13%, a área abaixo da plataforma em 20% e a área descoberta do curral apenas 1%; nos currais de terminação, as três áreas registraram, em média, 15% de sujidade. Os produtores qualificaram o efeito das plataformas na qualidade do ar, na alimentação, no comportamento e na saúde dos animais como “bastante positivo” a “positivo”, mas avaliaram como significativamente piores as operações de inspeção animal e a limpeza dos currais.
De forma geral, a maioria dos entrevistados afirmou que voltaria a instalar plataformas elevadas. Os pesquisadores concluíram que as estruturas ajudam a estruturar os currais, criando áreas para defecação, mas mantêm-se dúvidas sobre a possibilidade de considerar a área das plataformas elevadas como área útil irrestrita, conforme a Portaria de Bem-Estar Animal para a Pecuária. O estudo recebeu financiamento do Escritório Federal Alemão para Agricultura e Alimentação (BLE).
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