Leilão de Pepro negocia quase 120 mil toneladas de arroz em casca

Publicado em 26/05/2026 15:50
Operação somou mais de R$ 21 milhões e foi avaliada pela Federarroz como positiva ao apoio à comercialização no RS

O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou sua Cooperativa (Pepro), realizado nesta terça-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou cerca de 119,7 mil toneladas de arroz em casca. O volume representa parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas e somou pouco mais de R$ 21 milhões nos dois lotes comercializados.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, avaliou o resultado como positivo para o setor arrozeiro gaúcho. Segundo ele, o índice de comercialização ficou entre os melhores já registrados em leilões do tipo e contou com a participação de diferentes regiões produtoras do Estado.

Nunes destacou que a Zona Sul do Rio Grande do Sul apresentou ágio nas negociações, reflexo da expectativa do setor em relação ao mecanismo como alternativa para garantir o escoamento da produção e o acesso ao prêmio. A avaliação da entidade é de que a ferramenta contribui para reduzir estoques e melhorar as condições de comercialização ao produtor.

O dirigente também ressaltou a relevância do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), utilizado principalmente nas regiões da Campanha e da Depressão Central. “O prêmio permite que a indústria pague o preço mínimo ao produtor e depois seja remunerada pelo mecanismo do PEP. Isso ajuda a melhorar a remuneração em um momento em que o mercado interno ainda apresenta preços abaixo do ideal”, afirmou Nunes.

De acordo com o presidente da Federarroz, embora haja críticas de que os mecanismos possam interferir na dinâmica do mercado interno, o objetivo das operações é reduzir os estoques elevados, especialmente no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de arroz. “O cenário atual exige medidas de apoio ao setor para garantir liquidez e evitar maiores perdas financeiras aos arrozeiros, diante da pressão dos preços no mercado interno”, concluiu.

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Fonte:
Federarroz

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