Açúcar estende perdas em NY e Londres diante de maior oferta e avanço da moagem no Centro-Sul

Publicado em 27/05/2026 12:01 e atualizado em 27/05/2026 12:37
Exportações da Tailândia, queda do petróleo e avanço da safra brasileira pressionam cotações; mercado segue atento aos riscos do El Niño

Logotipo Notícias AgrícolasOs preços do açúcar seguem em queda nas principais bolsas internacionais nesta quarta-feira (27), pressionados pelo aumento da oferta global, avanço das exportações da Tailândia e pela evolução da safra no Centro-Sul do Brasil.

Na bolsa de Nova Iorque, o contrato julho do açúcar era negociado a 14,15 cents por libra-peso, com recuo de 39 pontos, por volta das 11h30 (horário de Brasília). O contrato outubro caía 41 pontos, cotado a 14,59 cents por libra-peso.

Em Londres, os contratos do açúcar branco também operavam em baixa. O vencimento agosto recuava 760 pontos, negociado a US$ 429,30 por tonelada, enquanto o outubro registrava queda de 750 pontos, vendido a US$ 429,60 por tonelada.
Exportações da Tailândia aumentam e pressionam mercado
Um dos principais fatores de pressão sobre os preços continua sendo o avanço das exportações da Tailândia, segundo maior exportador global da commodity.

Entre janeiro e abril de 2026, os embarques tailandeses cresceram 29% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,6 milhão de toneladas. O aumento da oferta disponível no mercado internacional reforça a percepção de abundância no curto prazo e limita movimentos mais consistentes de recuperação das cotações.

Além disso, a recente queda nos preços do petróleo também pesa sobre o mercado açucareiro, já que reduz a competitividade do etanol e pode estimular usinas a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar.

El Niño segue dando suporte ao mercado
Apesar da pressão baixista, o mercado continua monitorando os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que pode afetar a produção global nos próximos meses.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 82% de probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho, com persistência até o fim do ano. A agência também aponta 67% de chance de ocorrência de um “Super El Niño”.

As preocupações envolvem principalmente possíveis impactos climáticos sobre Brasil, Índia e Tailândia, três das maiores regiões produtoras de açúcar do mundo.

Moagem avança no Centro-Sul

Outro fator acompanhado pelo mercado é o avanço da moagem no Brasil. Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira pela Unica, as usinas da região Centro-Sul processaram 40,06 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril, alta de 123,12% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado da safra 2026/27 até 1º de maio, a moagem atingiu 60,46 milhões de toneladas, avanço de 74,58% na comparação anual.


 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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