Inmet divulga projeção agroclimática para junho e destaca possíveis impactos no campo
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De acordo com o prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para julho, temperaturas acima da média devem predominar em grande parte do Brasil, com impactos distintos para a agricultura entre as regiões. O relatório aponta desde risco de déficit hídrico para lavouras de milho segunda safra no Centro-Sul até excesso de umidade em áreas do Norte e Sul do país.
Na Região Sul, a preocupação maior está nas lavouras de milho do Paraná, especialmente no norte do estado, onde o plantio mais tardio concentra uma fase crítica da cultura entre maio e junho. Segundo o Inmet, a combinação de chuva e temperaturas acima da média preocupa essas áreas.
Por outro lado, o instituto prevê condições favoráveis para culturas de inverno, como trigo e aveia. No Rio Grande do Sul, chuvas acima do normal devem ampliar a disponibilidade de água no solo, mas também podem dificultar manejos em áreas de arroz irrigado, conforme o relatório.
No Sudeste, o Inmet prevê temperaturas acima da média e aumento da perda de água do solo, elevando o risco de deficiência hídrica. Segundo o instituto, o cenário pode afetar a fase final do milho segunda safra, que teve atraso no plantio.
O relatório também aponta possível redução no crescimento dos frutos dos citros devido ao início do período seco e ao calor, enquanto culturas de hortifruti podem ter desenvolvimento acelerado.
No Centro-Oeste, baixos volumes de chuva e temperaturas mais altas tendem a reduzir a umidade do solo, podendo provocar déficit hídrico, segundo o Inmet. O instituto vê maior risco para o milho segunda safra em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que parte das lavouras deve atravessar período crítico em junho. Na pecuária, a previsão é de perda gradual do vigor das pastagens.
No Nordeste, chuvas dentro ou acima da média devem beneficiar parte das atividades agrícolas. Segundo o Inmet, o cenário favorece o desenvolvimento do milho segunda safra no Maranhão e o avanço da semeadura de feijão e milho terceira safra no Sealba.
Já no Matopiba, temperaturas mais elevadas podem aumentar a demanda por água e elevar o risco para lavouras tardias de milho ainda em enchimento de grãos. O instituto também prevê redução do crescimento das pastagens durante o período seco.
Na Região Norte, chuvas próximas ou acima da média devem manter a disponibilidade hídrica e favorecer lavouras tardias de milho segunda safra, especialmente no Pará, Amapá e sul do Amazonas, conforme o Inmet. Por outro lado, o excesso de umidade pode dificultar a colheita e favorecer doenças fúngicas. Já no sudeste do Pará e Tocantins, o cenário tende a favorecer os trabalhos no campo, enquanto no norte de Roraima a combinação de menos chuva e temperaturas elevadas pode prejudicar lavouras recém-implantadas de soja e milho.
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