Soja estende perdas na Bolsa de Chicago nesta 3ª e mantém pressão sobre os preços no Brasil
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Os contratos futuros da soja operam em terreno negativo na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (2), dando continuidade ao movimento de baixa registrado na sessão anterior. Perto de 7h20 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 2,25 e 3,25 pontos, com o julho sendo cotado a US$ 11,77 e o agosto a US$ 11,82 por bushel.
O mercado segue pressionado pela combinação de clima favorável ao plantio nos Estados Unidos, ritmo lento nas exportações norte-americanas e uma postura mais cautelosa por parte dos fundos de investimentos, em especial frente à continuidade dos conflitos no Oriente Médio.
O principal fator de pressão sobre as cotações continua sendo as condições climáticas na região do Meio-Oeste americano. Previsões de chuvas regulares trazem alívio e garantem boa umidade ao solo, o que favorece o desenvolvimento inicial das lavouras da safra 2026/27 nos Estados Unidos.
Segundo os dados trazidos no final da tarde desta segunda-feira (1), o plantio da soja no país já alcançou 87% da área, mostrando um avanço expressivo frente aos 79% da semana anterior. O índice atual supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado (83%) quanto a média dos últimos cinco anos (80%). E o departamento, em seu reporte semanal de acompanhamento de safra, apontou ainda 66% das lavouras em boas ou excelentes condições.
Além disso, analistas apontam outros fatores determinantes para o atual cenário, como a falta de compras novas por parte dos chineses no mercado norte-americano, já que as especulações foram renovadas após o encontro Trump-Xi no mês passado.
Na outra ponta, há ainda o posicionamento dos fundos. Dados recentes da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) apontam que os fundos de investimento reduziram significativamente suas posições compradas em soja e milho, preferindo realizar lucros e adotar uma postura defensiva.
NO BRASIL
Para o produtor rural no Brasil, a continuidade das baixas em Chicago exige atenção redobrada, apesar dos preços estarem lateralizados e sem mostrar grande movimentação de mudana nesta momento.
Embora o consumo global permaneça robusto, a perspectiva de estoques confortáveis nos EUA e a concorrência com a oferta da América do Sul limitam o potencial de reação dos preços no curto prazo. No mercado físico brasileiro, o impacto das perdas externas acaba sendo parcialmente amortecido pelas oscilações do dólar.
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