Colheita histórica à vista: café brasileiro deve bater recorde em 2026
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O Brasil caminha para registrar a maior safra de café de sua história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa de produção para 66,7 milhões de sacas beneficiadas na safra 2026, de acordo com o 2º Levantamento da Safra de Café divulgado em maio. O volume representa um crescimento de 18% em relação à temporada anterior e supera o recorde histórico de 63,08 milhões de sacas registrado em 2020.
A nova projeção é 500 mil sacas superior à estimativa divulgada pela estatal em fevereiro, quando a produção havia sido calculada em 66,2 milhões de sacas. Caso os números se confirmem ao final da colheita, o resultado consolidará um novo marco para a cafeicultura brasileira.
De acordo com a Conab, o avanço é resultado da combinação de diferentes fatores. Entre eles estão a bienalidade positiva das lavouras de café arábica, a entrada de novas áreas em produção, o aumento do uso de tecnologias e insumos no campo e as condições climáticas mais favoráveis observadas desde o desenvolvimento das lavouras até a fase de enchimento dos grãos.
A área total cultivada com café no país também deve crescer. A estimativa é de 2,34 milhões de hectares, alta de 3,9% em relação à safra anterior. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e outros 401,7 mil hectares permanecem em formação.
Outro destaque está na produtividade. A Conab projeta rendimento médio nacional de 34,4 sacas por hectare, avanço de 13% sobre o ciclo anterior. O indicador reforça a recuperação produtiva das lavouras e ajuda a explicar o forte crescimento esperado para a safra deste ano.
O café arábica será o principal responsável pelo aumento da produção brasileira. A estimativa é de 45,8 milhões de sacas, volume 28% superior ao registrado na temporada passada. Já para o café conilon, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, crescimento mais modesto de 0,8%.
Principal estado produtor do país, Minas Gerais deverá colher cerca de 33,4 milhões de sacas, somando arábica e conilon. O volume representa avanço de 29,8% sobre a safra anterior. Segundo a Conab, o desempenho mineiro foi favorecido pela melhor distribuição das chuvas antes da florada e pelas condições climáticas favoráveis registradas até março, fatores que contribuíram para uma boa formação dos grãos e para o aumento da produtividade.
Os números reforçam a importância estratégica do café para o agronegócio brasileiro e para a geração de renda nas regiões produtoras. Ao mesmo tempo, uma safra recorde será acompanhada de perto pelo mercado, já que o aumento da oferta pode influenciar a formação dos preços ao longo do ciclo comercial, especialmente em um cenário de atenção às exportações, aos estoques globais e ao comportamento da demanda internacional.
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