Café abre em alta com mercado acompanhando colheita e qualidade da safra brasileira
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Os preços do café iniciaram os negócios desta quarta-feira (10) em alta nas bolsas internacionais. O mercado acompanha o avanço da colheita no Brasil, principal produtor e exportador mundial, enquanto agentes seguem atentos às condições da safra e ao ritmo de comercialização do café novo.
No início da manhã, o contrato julho/26 do café arábica era negociado a 246,00 cents/lb, com alta de 160 pontos. O setembro/26 avançava 120 pontos, cotado a 242,10 cents/lb, enquanto o dezembro/26 registrava ganho de 135 pontos, para 235,25 cents/lb.
Em Londres, o robusta também operava em valorização. O contrato julho/26 subia US$ 74, negociado a US$ 3.367 por tonelada. O setembro/26 avançava US$ 77, para US$ 3.307 por tonelada, enquanto o novembro/26 ganhava US$ 78, cotado a US$ 3.239 por tonelada.
No Brasil, a colheita vem ganhando ritmo nas principais regiões produtoras após um início mais lento, influenciado pelas chuvas frequentes e pela maturação irregular dos frutos. Segundo pesquisadores do Cepea, o tempo mais seco registrado neste começo de junho tem favorecido tanto a maturação dos grãos quanto o avanço dos trabalhos no campo.
Ao mesmo tempo, começam a surgir as primeiras avaliações sobre a qualidade da safra. De acordo com o Cepea, produtores demonstram preocupação com a peneira dos cafés colhidos até o momento, especialmente em regiões importantes como o Sul de Minas e a Mogiana Paulista. No entanto, o Centro de Pesquisas ressalta que ainda é cedo para conclusões definitivas, já que apenas uma parcela reduzida da safra foi beneficiada até agora.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a comercialização. Com a entrada gradual do café novo, produtores têm aproveitado os atuais níveis de preços para realizar negócios e reforçar o caixa, movimento que tende a manter o fluxo de vendas ativo neste início de temporada.
Dessa forma, o mercado segue equilibrando a pressão da oferta trazida pelo avanço da colheita com as incertezas sobre a qualidade final da safra brasileira, fatores que continuam sendo determinantes para a formação dos preços nas bolsas internacionais.
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