Retomada da obras da UFN-III deve suprir 15% da ureia nacional
Petrobras oficializou a assinatura dos contratos com as empresas vencedoras das licitações para a finalização das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS). A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira (25) com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidente da companhia, Magda Chambriard.
Com investimentos que superam os R$ 5 bilhões e o apoio do novo PAC, o início dos trabalhos está programado para este mês de junho. O empreendimento, que estava com as obras paralisadas desde 2014, será 100% controlado pela Petrobras. A expectativa é gerar cerca de 8 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, com a planta entrando em operação em 2029.
Capacidade produtiva e impacto no Agronegócio
O retorno das operações da UFN-III é estratégico para reduzir a dependência externa de insumos agrícolas no Brasil. A capacidade nominal da unidade está projetada para:
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Ureia: 3.600 toneladas por dia.
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Amônia: 2.200 toneladas por dia (matéria-prima fundamental para o setor de fertilizantes, indústria química e refrigeração).
A planta deverá atender cerca de 15% da demanda nacional de ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no país, cujo consumo atual gira em torno de 8 milhões de toneladas por ano.
No agronegócio, o volume produzido abastecerá culturas de grande relevância econômica, como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de atender a pecuária, onde a ureia é utilizada como suplemento alimentar para ruminantes.
Localização estratégica e redução de importações
A escolha e a retomada da UFN-III em Três Lagoas (MS) são fundamentais para a logística do setor. A unidade possui localização estratégica para abastecer o mercado da Região Centro-Oeste, que hoje concentra aproximadamente 40% da demanda brasileira de ureia.
“A produção local nesta região contribui para uma maior confiabilidade de suprimento frente à crescente demanda por fertilizantes no país, além de gerar impacto positivo nas cadeias de agropecuária e agroindústria.”
Os estudos de viabilidade técnica e econômica que nortearam o retorno do projeto visam ampliar o mercado de gás natural da Petrobras e, consequentemente, blindar o produtor nacional contra as oscilações do mercado internacional de fertilizantes.
Geração de emprego, autonomia e renda local
Além do impacto direto no campo, o projeto prevê forte investimento social e capacitação profissional na região. Através do Programa Autonomia e Renda Petrobras — realizado em parceria com o SESI-SENAI e Institutos Federais —, serão ofertadas cerca de 1.400 vagas em cursos de formação inicial, continuada e técnicos em Três Lagoas. O foco é qualificar a mão de obra local em situação de vulnerabilidade para atuar no segmento.
A Petrobras também confirmou o investimento de R$ 27 milhões até 2030 em outros cinco projetos socioambientais no Mato Grosso do Sul, beneficiando cerca de 8 mil pessoas nas áreas de Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável e preservação de Florestas.
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