Soja opera em campo positivo na Bolsa de Chicago, apesar do USDA e da baixa do óleo
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O mercado da soja passou a operar em campo positivo na Bolsa de Chicago nesta tarde de terça-feira (30), após a divulgação dos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de área e estoques trimestrais. Perto de 14h10 (horário de Brasília), as cotações - que mais cedo trabalhavam em campo negativo - subiam de 3 a 5,75 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 11,14 e o novembro a US$ 11,42 por bushel.
A área estimada para a safra 2026/27 veio, de fato, maior do que o número de março e passou, em três meses, de 34,28 para 35,46 milhões de toneladas, e ficou também acima da expectativa média do mercado de 34,77 milhões. Já os estoques trimestrais vieram ligeiramente acima do esperado - 29 milhões de toneladas - e foram reportados em 28,47 milhões.
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Os números pouco supreenderam o mercado e os futuros, que ontem despencaram em Chicago não só se ajustando antes dos novo boletins, mas também pressionados pelo clima favorável no Meio-Oeste americano, encontraram um espaço para os ajustes. Mais cedo, os ganhos - que também se apresentaram para o milho na CBOT - eram ainda mais intenos, chegando a superar os 13 pontos na oleaginosa.
"Embora a atenção esteja voltada aos dados oficiais, o mercado continua monitorando as previsões climáticas para os Estados Unidos, que seguem indicando o retorno de chuvas mais abrangentes na próxima semana, acompanhado de um alívio nas temperaturas elevadas", afirma a equipe de análises do Grupo Labhoro.
E os futuros da soja em grão avançam mesmo com um recuo expressivo de mais de 2% do óleo, que acompanha as perdas semelhantes do petróleo nesta terça-feira. O avanço das conversas entre o Irã e os Estados Unidos pesam sobre o mercado de energias, bem como a possibilidade de uma reabertura do estreito de Ormuz, apesar de uma série de ressalvas sobre o cenário.
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