Onde vai chover? Veja as regiões que devem receber os maiores volumes até o fim de julho
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A passagem de uma nova frente fria volta a provocar chuva sobre a Região Sul do Brasil nos próximos dias e deve manter o padrão mais úmido ao longo das próximas semanas. Segundo o meteorologista Denis William Garcia, da Meteored, os maiores acumulados devem se concentrar entre Santa Catarina, Paraná e o extremo sul do Rio Grande do Sul até o fim de julho, enquanto as chuvas continuam mais irregulares no Centro-Oeste e praticamente ausentes em grande parte do Sudeste e do interior do Nordeste.
A frente fria já começou a atuar nesta sexta-feira (10), com instabilidades avançando sobre Santa Catarina, sul e sudoeste do Paraná e parte do Rio Grande do Sul.
"A frente fria realmente aconteceu. Já temos instabilidades atuando sobre boa parte de Santa Catarina, no sul e sudoeste do Paraná, com nuvens bastante desenvolvidas, que provocam chuvas e até mesmo chuvas intensas", afirmou.
Sul terá os maiores acumulados até o fim de julho
Na projeção para os próximos 20 dias, o meteorologista explica que o Sul seguirá como a região com maior potencial de chuva no país.
"A gente observa o Sul do Brasil com bastante chuva, muito por conta dessa frente fria que está avançando ao longo desta sexta-feira e que continua atuando durante o sábado e o domingo", explicou.
De acordo com Denis, os maiores volumes devem ocorrer em Santa Catarina e no sul do Paraná, onde os acumulados podem variar entre 100 e 125 milímetros até o final do mês.
O extremo sul do Rio Grande do Sul também aparece com previsão de chuva expressiva, com volumes superiores aos 100 mm em alguns pontos.
Para o produtor rural da região, o cenário favorece a reposição da umidade do solo, mas exige atenção para possíveis interrupções em atividades de campo, principalmente durante os períodos de chuva mais intensa.
Centro-Oeste terá chuva, mas de forma bastante irregular
No Centro-Oeste, o comportamento será diferente. Apesar da chegada de algumas áreas de instabilidade, a precipitação tende a ocorrer de forma isolada e com baixos volumes.
Segundo Denis, a área com maior potencial de chuva será o sul de Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem alcançar cerca de 70 milímetros até o final de julho.
Já o centro e o leste de Mato Grosso do Sul, além do norte e oeste de Mato Grosso, devem registrar precipitações pontuais e bastante irregulares.
"Outras áreas também vão registrar chuvas, mas de maneira bastante irregular e em volumes um pouco baixos. Claro que essa é uma tendência e pode mudar ao longo dos próximos dias, à medida que os modelos realizam suas correções", ressaltou.
Sudeste permanece com tempo firme
Enquanto a chuva avança pelo Sul, o Sudeste continua sob influência de uma massa de ar mais seco.
Nesta sexta-feira, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo apresentam predomínio de tempo aberto, poucas nuvens e ausência de chuva.
As temperaturas seguem baixas durante as manhãs, especialmente nas áreas de maior altitude. Em Lambari (MG), por exemplo, os termômetros chegaram a 5°C, enquanto regiões da Serra da Mantiqueira registraram temperaturas negativas.
Norte e Nordeste mantêm padrão típico da estação
Na Região Norte, as instabilidades permanecem concentradas sobre o oeste do Amazonas, Acre, Rondônia e áreas próximas à divisa com Roraima.
Já no Nordeste, a previsão indica tempo firme em grande parte do interior, principalmente entre oeste da Bahia, Maranhão e Piauí. A umidade fica mais concentrada na faixa litorânea da região, onde há maior presença de nebulosidade.
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