Café inicia a semana com mercado em compasso de espera após forte volatilidade
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As cotações do café abriram a semana com leves desvalorizações nas bolsas internacionais, após uma sequência de sessões marcadas por forte volatilidade. No início da manhã desta segunda-feira (13), o mercado monitora o avanço da colheita no Brasil, as condições climáticas e o comportamento dos fundos de investimento.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica era negociado a 333,10 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 115 pontos. O vencimento dezembro/26 operava a 313,55 centavos, baixa de 245 pontos.
Em Londres (ICE Europe), o robusta também registrava leves perdas. O contrato setembro/26 era cotado a US$ 3.830 por tonelada, queda de 22 pontos, enquanto o novembro/26 valia US$ 3.800, com baixa de 19 pontos.
Segundo análise da Safras & Mercado, a volatilidade observada na última semana teve forte influência de fatores financeiros, como vencimento de opções, realocação de carteiras por fundos e gatilhos técnicos. No entanto, o analista Gil Barabach destaca que o mercado também passou por uma mudança em sua estrutura de preços, sustentada por fundamentos.
De acordo com Barabach, o ritmo mais lento da colheita brasileira reduziu o otimismo inicial em relação à chegada da nova safra. As chuvas em importantes regiões produtoras atrasaram os trabalhos no campo, a secagem e o beneficiamento dos grãos, aumentando as preocupações com a qualidade do café arábica devido ao excesso de umidade. Além disso, ajustes nas estimativas para a produção de conilon no Espírito Santo também contribuíram para o fortalecimento das cotações.
Outro fator que permanece no radar do mercado é o aumento das preocupações com um possível El Niño mais intenso nos próximos meses. Em um cenário de estoques globais ainda reduzidos, especialmente nas bolsas internacionais, investidores acompanham com atenção os impactos que o fenômeno climático poderá trazer para as próximas safras no Brasil e em importantes produtores de robusta, como Vietnã e Indonésia.
No mercado físico brasileiro, a última semana foi marcada por cautela. Conforme a Safras & Mercado, compradores reduziram o ritmo das negociações nos momentos de alta das bolsas, enquanto produtores se retraíram durante as quedas, limitando os volumes negociados e mantendo o mercado atento à evolução da colheita e às oscilações internacionais.
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