Trigo inicia semana com oscilações em Chicago após USDA e de olho na oferta global

Publicado em 13/07/2026 10:13
Mercado opera próximo da estabilidade nesta segunda-feira (13), enquanto investidores avaliam os dados do USDA e a redução dos estoques mundiais

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Os contratos futuros do trigo iniciaram a sessão desta segunda-feira (13) com movimentação mista na Bolsa de Chicago (CBOT), após os fortes ganhos registrados no fechamento da última sexta-feira. O mercado opera próximo da estabilidade, com os investidores assimilando os números divulgados no relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e monitorando o cenário da oferta global.

O contrato julho/26 era negociado a US$ 6,34 por bushel, com alta de 2,50 pontos. O setembro/26 recuava 2,25 pontos, cotado a US$ 6,37 por bushel, enquanto o dezembro/26 registrava queda de 2 pontos, para US$ 6,52 por bushel.

No relatório divulgado na sexta-feira, o USDA reduziu sua estimativa para a produção de trigo dos Estados Unidos na safra 2026/27 para 1,536 bilhão de bushels, uma redução de 7 milhões de bushels em relação ao levantamento de junho. A produção de trigo de inverno ficou abaixo das expectativas do mercado, estimada em 990 milhões de bushels, enquanto a safra de trigo de primavera surpreendeu positivamente, alcançando 475 milhões de bushels.

Os estoques finais norte-americanos foram projetados em 722 milhões de bushels, refletindo a menor produção da nova safra e reforçando a perspectiva de uma oferta mais ajustada ao longo da temporada.

No cenário global, o USDA também reduziu os estoques finais mundiais de trigo para 272,84 milhões de toneladas, queda de 2,78 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. A revisão foi influenciada, principalmente, pelas reduções nas estimativas de estoques dos Estados Unidos, Argentina, Canadá e União Europeia, sinalizando uma oferta global mais restrita.

Com os dados do USDA já precificados, o mercado passa a direcionar sua atenção para o desenvolvimento das lavouras nos principais países produtores e para eventuais mudanças no cenário climático, fatores que deverão continuar influenciando o comportamento das cotações ao longo da semana.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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