Cacau amplia perdas na bolsa ICE
![]()
Por May Angel e Marcelo Teixeira
NOVA YORK, 14 Jul (Reuters) - Os contratos futuros do cacau negociados na bolsa ICE ampliaram suas perdas nesta terça-feira, com o foco nas melhores condições climáticas na Costa do Marfim, principal produtor, enquanto o café encerrou o dia com resultados mistos, com o arábica em queda e o robusta em alta.
CACAU
* O contrato de cacau da ICE Londres fechou em queda de £21, ou 0,5%, a £4.329 por tonelada métrica, após ter fechado com baixa de 3,3% na segunda-feira.
* O contrato registrou alta de 20% em negociações voláteis na semana passada, após uma onda de capital especulativo em busca de investimento, bem como a expectativa em torno do El Niño, atingir o mercado.
* O Centro de Previsão Climática dos EUA previu 81% de chance de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro. Espera-se que esse padrão climático contribua para reduzir a próxima safra principal da Costa do Marfim, de 2026/27, em mais de 10%.
* Por enquanto, porém, as chuvas excessivas associadas ao El Niño diminuíram no maior produtor mundial de cacau.
* "As chegadas (de cacau nos portos) na Costa do Marfim continuam uns bons 20% acima do nível do ano anterior, e as condições climáticas parecem estar melhorando", disse um corretor.
* Por outro lado, a demanda também parece estar melhorando. O processamento de cacau no Brasil, o quinto maior mercado de chocolate do mundo, cresceu 8,6% no segundo trimestre, segundo dados divulgados.
* Os dados de processamento do segundo trimestre da Europa e da América do Norte serão divulgados na quinta-feira.
* O contrato de cacau da bolsa de Nova York caiu 0,6%, para US$ 5.806 a tonelada.
CAFÉ
* O café arábica na ICE fechou em queda de 3,9 centavos, ou 1,2%, a US$3,261 por libra-peso, após ter subido anteriormente em até 6%, já que as negociações continuam extremamente voláteis, com grande volume de capital especulativo circulando no mercado.
* O arábica subiu 16% na última segunda-feira, despencou na terça-feira, caiu novamente na quarta-feira e ainda assim conseguiu fechar a semana com um ganho de 11%.
* Os corretores observaram que as chuvas excessivas associadas ao El Niño no Brasil, principal produtor, diminuíram recentemente e que a próxima semana a dez dias deve permanecer seca, sem ameaça de frio prejudicial, o que poderia melhorar a colheita.
* O café robusta subiu 0,4%, para US$3.849 a tonelada.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou com alta de 0,13 centavos, ou 0,9%, a 14,88 centavos por libra-peso, após atingir a menor cotação em duas semanas na segunda-feira.
* O mercado foi impulsionado pelos preços mais altos da energia e pela notícia de que o Brasil aumentou a mistura obrigatória de etanol na gasolina.
* Estimativas do mercado indicam uma demanda adicional de 1 bilhão de litros de etanol no Brasil este ano com a mudança, o que poderia melhorar o mercado do biocombustível e impedir que as usinas produzam mais açúcar.
* O preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado, a US$463,40 por tonelada.
(Reportagem de May Angel, Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)
0 comentário
Cacau amplia perdas na bolsa ICE
Setor de produtos frescos acelera transformação no primeiro semestre
Amadurecimento do abacate: como os geradores catalíticos apoiam a tendência dos produtos prontos para consumo com a aplicação confiável de etileno
Preços do cacau despencam na bolsa ICE
Produção de uva dobra em quatro anos em Goiás, impulsionando a vitivinicultura e o surgimento de novos destinos
Mandioca/Cepea: Valorização semanal é a maior dos últimos quatro meses