Café abre esta quarta-feira em alta nas bolsas com mercado atento à oferta restrita e ao clima nas regiões produtoras

Publicado em 15/07/2026 10:10 e atualizado em 15/07/2026 11:13
Arábica e robusta avançam no início dos negócios, enquanto estoques seguem em queda e produtores brasileiros mantêm ritmo cauteloso de comercialização

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Os preços do café iniciaram as negociações desta quarta-feira (15) em alta nas bolsas internacionais. O mercado tenta recuperar parte das perdas da sessão anterior, sustentado pela oferta ainda restrita de arábica, pela continuidade da queda dos estoques certificados da ICE e pelo acompanhamento das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 era negociado a 329,50 cents de dólar por libra-peso, com alta de 340 pontos. O vencimento dezembro/26 subia 330 pontos, cotado a 311,30 cents/lbp.

Na ICE Europe, o café robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 era negociado a US$ 3.899 por tonelada, com avanço de 50 pontos, enquanto o novembro/26 subia 54 pontos, para US$ 3.854 por tonelada.

O mercado segue bastante volátil após a forte oscilação registrada na terça-feira. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, os contratos de arábica chegaram a avançar 2.240 pontos durante o pregão, mas inverteram o movimento e encerraram o dia em baixa. Já o robusta atingiu máxima de US$ 4.033 por tonelada antes de fechar com leve valorização.

Entre os principais fatores de sustentação das cotações permanece a redução dos estoques certificados de arábica da ICE Futures US, que recuaram mais 2.922 sacas, totalizando 339.652 sacas, quase 489 mil sacas abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. A disponibilidade limitada de café também continua sustentando o mercado físico brasileiro, onde produtores seguem negociando apenas volumes necessários, à espera de um cenário mais definido para os próximos meses.

No campo, as atenções permanecem voltadas para o clima. As chuvas registradas no início da semana dificultaram a colheita e a secagem dos grãos em parte das áreas produtoras do Sudeste. A partir desta quarta-feira, a tendência é de retorno do tempo seco, favorecendo o avanço dos trabalhos, embora uma massa de ar frio mantenha as temperaturas baixas nas madrugadas, especialmente no Sul de Minas. Apesar disso, as previsões indicam risco muito baixo para formação de geadas nas principais regiões cafeeiras.

Outro fator que acompanha o mercado nesta quarta-feira é o câmbio. Após encerrar a terça-feira cotado a R$ 5,0780, o dólar voltou a recuar e opera próximo de R$ 5,06, movimento que tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras e também influencia a formação dos preços internos do café.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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