Calor ganha força no Centro-Oeste e produtor deve redobrar atenção com as primeiras chuvas do plantio
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O tempo firme continuará predominando no Centro-Oeste nas próximas semanas, mantendo condições favoráveis para as atividades no campo. A exceção fica por conta do noroeste de Mato Grosso, onde podem ocorrer pancadas isoladas devido à influência da Amazônia. Para o restante da região, o cenário é de pouca chuva, temperaturas em elevação e umidade cada vez mais baixa.
Segundo a meteorologista Desirée Brandt, da Nottus, o padrão seco deve persistir ao longo da segunda quinzena de julho.
"Grande parte da região segue com tempo firme e dificilmente chove. Apenas o noroeste de Mato Grosso pode registrar alguma chuva isolada por estar próximo da Amazônia."
Tempo seco favorece o campo, mas calor aumenta
A previsão beneficia atividades como a colheita, o transporte da produção e o preparo das áreas agrícolas. Em contrapartida, o calor deve ganhar intensidade nos próximos dias, principalmente no interior da região.
De acordo com Desirée, os modelos meteorológicos indicam temperaturas cada vez mais elevadas nas próximas semanas.
"A expectativa é de a temperatura subir cada vez mais, principalmente no interior do Brasil. Em cidades como Primavera do Leste, as máximas podem ultrapassar facilmente os 35°C durante as tardes."
O aumento do calor também favorece a redução da umidade do ar, característica típica do inverno no Centro-Oeste.
Chuva começa a aparecer no fim de julho
Embora o tempo seco ainda predomine, a meteorologista explica que, a partir do fim de julho, alguns sistemas vindos da Região Sul poderão levar chuva para áreas do Mato Grosso do Sul e do sudoeste de Mato Grosso.
Essas precipitações, no entanto, ainda serão localizadas e não alcançarão toda a região.
No norte de Goiás, por exemplo, a tendência continua sendo de tempo firme e baixos volumes de chuva.
El Niño exige cautela no início do plantio
O principal alerta da Nottus está voltado ao planejamento da safra de verão. Assim como no Sudeste, o El Niño pode antecipar as primeiras chuvas de setembro, mas sem garantir regularidade.
Segundo Desirée, essa condição pode levar muitos produtores a iniciarem o plantio antes da consolidação da estação chuvosa.
"Atenção para essa chuva do começo de setembro. Ela pode chegar cedo, mas ainda não se consolidar. Depois dela pode voltar o tempo firme acompanhado de calor."
A meteorologista ressalta que cidades como Rio Verde (GO) e Primavera do Leste (MT) devem registrar esse comportamento: semanas ainda secas, seguidas por uma chuva inicial que exige cautela antes da semeadura.
Janela de plantio será o maior desafio da safra
Apesar das preocupações, Desirée descarta um cenário de ausência de chuvas durante a temporada agrícola.
Segundo ela, as previsões de longo prazo continuam indicando precipitações importantes ao longo da primavera. O desafio será identificar o momento mais seguro para colocar as máquinas no campo.
"A chuva vai acontecer. Diferentemente de algumas previsões mais pessimistas, não é correto dizer que não haverá safra por causa do El Niño. O desafio deste ano será encontrar uma janela segura para o plantio."
Com temperaturas elevadas, possibilidade de ondas de calor e chuvas ainda irregulares no início da primavera, o produtor do Centro-Oeste precisará acompanhar de perto as atualizações meteorológicas antes de iniciar a implantação da safra 2026/27.
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