Trigo inicia a semana com leve alta em Chicago e mercado acompanha liquidez reduzida no Brasil

Publicado em 20/07/2026 09:46
Cotações avançam de forma moderada na CBOT enquanto o mercado brasileiro segue com negociações pontuais, preços mistos entre as regiões e atenção ao desenvolvimento da nova safra

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Os contratos futuros do trigo abriram a semana em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de recuperação técnica após os ganhos da última sexta-feira. O mercado internacional segue monitorando o andamento da colheita no Hemisfério Norte e os riscos para a oferta global, enquanto, no Brasil, a comercialização continua lenta em meio à entressafra e ao desenvolvimento das lavouras da nova safra.

No início desta manhã, as cotações registravam:

Setembro/26: US$ 6,85/bushel, com alta de 2,25 centavos.
Dezembro/26: US$ 7,02/bushel, com alta de 2,50 centavos.
Março/27: US$ 7,16/bushel, com alta de 2,75 centavos.

No mercado brasileiro, os negócios seguem restritos. De acordo com análise da TF Agroeconômica, a liquidez permanece baixa, refletindo a postura cautelosa tanto de vendedores quanto de compradores. Os preços apresentam comportamentos distintos entre os estados produtores, influenciados pela disponibilidade da safra velha e pelas expectativas em relação à produção de 2026.

No Rio Grande do Sul, a moagem reduzida dos moinhos e a oferta regular limitam o ritmo das negociações. Em Santa Catarina, produtores continuam retraídos, aguardando melhores oportunidades de venda. Já no Paraná, os preços da safra velha permanecem firmes, enquanto as indicações para a safra nova mostram evolução gradual. Ainda segundo a TF Agroeconômica, parte dos moinhos paranaenses tem ampliado as compras de trigo paraguaio para complementar o abastecimento e atender às exigências de qualidade da indústria.

O desenvolvimento das lavouras também segue no radar. Embora a semeadura esteja praticamente concluída nas principais regiões produtoras, o excesso de umidade em áreas do Oeste e Sudoeste do Paraná aumenta a preocupação com o surgimento de doenças, fator que pode influenciar a qualidade do cereal ao longo do ciclo. No Rio Grande do Sul, a expectativa de redução da produção mantém o mercado atento ao equilíbrio entre oferta e demanda para os próximos meses.

No cenário internacional, os investidores continuam acompanhando o ritmo da colheita nos Estados Unidos e os desdobramentos logísticos na região do Mar Negro, fatores que seguem determinando a volatilidade das cotações em Chicago e influenciando a formação dos preços no mercado brasileiro.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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