E32 deve ampliar consumo de etanol, reduzir importações de gasolina e fortalecer setor sucroenergético

Publicado em 20/07/2026 15:06
Avaliação da SCA Brasil aponta que o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina ajudará a absorver parte da produção adicional da safra, impulsionando a demanda pelo biocombustível, a geração de empregos e a competitividade da cadeia sucroenergética.

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A aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) representa um avanço importante para o mercado brasileiro de biocombustíveis e para a segurança energética do país. Na avaliação de Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, a medida contribui para ampliar o consumo do combustível renovável, reduzir a dependência de gasolina importada e fortalecer toda a cadeia sucroenergética.

Segundo estimativas da SCA Brasil, a safra atual deverá registrar uma produção adicional de aproximadamente 4 bilhões de litros de etanol em relação ao ciclo anterior. Com a adoção do E32, cerca de 500 milhões de litros desse volume extra deverão ser absorvidos pelo mercado, o equivalente a aproximadamente um oitavo da produção incremental, contribuindo para equilibrar a oferta e estimular a demanda pelo biocombustível.

"O aumento para 32% fortalece toda a cadeia do etanol. A medida contribui para absorver parte da produção adicional da atual safra, reduz a necessidade de importação de gasolina, melhora a balança comercial brasileira, estimula a geração de empregos e ainda pode auxiliar na redução do custo do combustível ao consumidor”, afirma Ono.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a nova mistura permitirá reduzir em cerca de 900 milhões de litros por ano a necessidade de importação de gasolina. A medida terá vigência inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.

“A medida reforça o protagonismo do Brasil na produção mundial de biocombustíveis e está alinhada às tendências globais de descarbonização da matriz energética, pois, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o maior uso de etanol fortalece a competitividade do agronegócio, amplia a agregação de valor à cadeia sucroenergética e incentiva novos investimentos em inovação, logística e produção”, finaliza Ono.

Com informações da SCA Brasil
 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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