Café amplia perdas nesta quinta-feira com avanço da colheita no Brasil e perspectiva de maior oferta global

Publicado em 23/07/2026 12:44
Mercado internacional segue pressionado pelo ritmo da safra brasileira

Logotipo Notícias Agrícolas

Os futuros do café aprofundaram as perdas nesta quinta-feira (23) nas bolsas internacionais. O mercado segue pressionado pelo avanço da colheita no Brasil, principal produtor mundial, e pela expectativa de maior disponibilidade de café nos próximos meses, após o USDA elevar as estimativas para a produção mundial na safra 2026/27, projetando recordes de produção, consumo e exportações.

Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica era negociado a 312,60 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1.195 pontos. O contrato dezembro/26 recuava 1.170 pontos, cotado a 297,25 cents/lb, enquanto o março/27 perdia 1.240 pontos, negociado a 291,15 cents/lb.

Na ICE Europe, o robusta também operava em queda. O vencimento setembro/26 era negociado a US$ 3.719 por tonelada, com baixa de 77 dólares. O contrato novembro/26 recuava 50 dólares, para US$ 3.711 por tonelada, e o janeiro/27 caía 36 dólares, cotado a US$ 3.687 por tonelada.

O mercado continua encontrando forte resistência para recuperar os ganhos registrados nas últimas semanas. O principal fator de pressão permanece sendo a evolução da colheita brasileira, que amplia a oferta física ao mercado internacional. Dados divulgados pela Cooxupé mostram que a cooperativa já havia colhido 47,3% da safra até a última atualização, reforçando o avanço dos trabalhos no principal cinturão cafeeiro do país.

Além da entrada da safra brasileira, o sentimento do mercado também foi influenciado pelo novo relatório semestral do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta semana. O órgão elevou sua projeção para a safra mundial 2026/27 e estima que a produção global alcance um novo recorde, acompanhada também por níveis históricos de consumo e exportações. A expectativa é de recomposição parcial dos estoques globais, cenário considerado baixista para as cotações internacionais.

Apesar desse quadro, agentes do mercado seguem monitorando atentamente as condições climáticas no Brasil. O desenvolvimento das floradas que formarão a safra 2027/28 continuará sendo um dos principais direcionadores dos preços no segundo semestre, especialmente diante das incertezas relacionadas à influência do El Niño sobre as regiões produtoras brasileiras.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário