Soja sobe em Chicago nesta 6ª feira e amplia recuperação com clima nos EUA, demanda e derivados
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As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago seguem em alta nesta sexta-feira (24), estendendo o movimento positivo observado nas últimas sessões e mantendo os preços próximos dos maiores níveis registrados em mais de um ano. O mercado continua encontrando suporte na valorização dos derivados, hoje em especial do farelo, na preocupação com o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos durante uma fase decisiva do ciclo e no reposicionamento técnico dos fundos.
Por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 5,25 e 7 pontos, e o vencimento agosto era negociado acima dos US$ 12,40 por bushel, enquanto novembro, referência para a nova safra norte-americana, também avançava, testando os US$ 12,49.
O mercado continua monitorando de perto as previsões meteorológicas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. Embora boa parte das áreas produtoras tenha recebido chuvas nas últimas semanas, há preocupação com temperaturas elevadas e a possibilidade de redução da umidade em algumas regiões durante o período de enchimento de grãos, etapa considerada determinante para a definição do potencial produtivo da safra norte-americana.
Além do fator climático, o complexo soja segue encontrando sustentação no desempenho do óleo - embora recuando hoje - , impulsionado pela demanda do setor de biocombustíveis e por novas altas observadas no petróleo, justificadas pela escalada das tensões no Oriente Médio, com fortes ataques entre Irã e Estados Unidos. A sexta-feira, todavia, é um dia de realização de lucros para o mercado, uma vez que ontem concluiu os negócios com altas superiores a 6%, tanto no brent, quanto no WTI.
No campo da demanda, os investidores permanecem atentos ao ritmo das exportações dos Estados Unidos e às compras chinesas. Embora ainda não haja novidades expressivas nesta sexta-feira, qualquer confirmação de novos negócios poderá reforçar o movimento altista, especialmente em um momento em que os fundos ampliam suas posições compradas diante da melhora do cenário técnico do mercado.
Após renovar máximas recentes ao longo da semana, Chicago entra na última sessão semanal sustentada por um conjunto de fatores que combina fundamentos positivos e compras técnicas. A expectativa dos participantes agora permanece voltada para a evolução do clima nos Estados Unidos nas próximas semanas, fator que deverá continuar ditando o comportamento das cotações durante o restante de julho e o início de agosto.
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