Açúcar fecha em alta nas bolsas internacionais, com mercado atento à produção indiana

Publicado em 24/07/2026 16:36
Mercado encontrou suporte em um dólar mais fraco e na cobertura de posições vendidas, mas perspectiva de maior produção indiana continua limitando avanços das cotações

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Os preços do açúcar encerraram esta sexta-feira (24) com leves ganhos nas principais bolsas internacionais, após uma sessão marcada por recuperação técnica. Depois de atingir a mínima de uma semana no início do pregão, as cotações reagiram impulsionadas pelo enfraquecimento do dólar e pela recompra de contratos por investidores antes do fim de semana. 

Na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), o contrato outubro fechou cotado a 14,77 cents de dólar por libra-peso, com alta de 8 pontos. Em Londres (ICE Europe), o contrato outubro do açúcar branco encerrou o dia a US$ 460,80 por tonelada, avanço de 100 pontos.

Apesar do fechamento positivo, o mercado encontrou resistência ao longo do dia com a queda superior a 3% dos preços do petróleo WTI, que devolveu parte da valorização de cerca de 6% registrada na sessão anterior. A desvalorização do petróleo reduz a competitividade do etanol e pode incentivar as usinas a destinarem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, aumentando a oferta da commodity no mercado internacional.

Outro tema acompanhado pelos investidores foi o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre novas tarifas da Seção 301, aplicadas a produtos de cerca de 60 países. Embora a medida substitua tarifas anteriores, ela não deverá afetar o mercado de açúcar, já que os produtos alimentícios ficaram de fora da nova cobrança.

Melhora das chuvas na Índia continua pressionando o mercado

O principal fator de pressão para as cotações segue sendo a evolução das condições climáticas na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. Dados do Departamento Meteorológico indiano mostram que o déficit acumulado das chuvas de monção caiu para 19% abaixo da média até 22 de julho, uma melhora significativa em relação aos 42% registrados no fim de junho.

A recuperação das precipitações fortalece a expectativa de uma produção maior de cana-de-açúcar no país e reduz parte das preocupações com a oferta global da commodity.

Apesar dessa melhora, o Ministério de Ciências da Terra da Índia mantém o alerta de que a temporada de monções poderá ser a mais fraca dos últimos 11 anos. Como o período entre junho e setembro é determinante para o desenvolvimento da cultura, o comportamento do clima continuará sendo um dos principais fatores monitorados pelo mercado nas próximas semanas.


 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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